No dia em que Joseph Alois abdica do
cargo de patrão da igreja de Roma sou levado a pensar que nem um ex-nazi
consegue endireitar aquilo.
Já no tempo em que andava de volta
das batinas dos padres e das freiras me apercebi que algo não estava bem numa
instituição que prometia o céu de forma igual para ricos e pobres, quando os
padres (sempre os mais novos) demonstravam veemência na defesa dos mais
desprotegidos, eram transferidos para paróquias com menos devotos (sobretudo no
meio rural), e quem os substituía prestava muito mais atenção às senhoras e
senhores que ocupavam as primeiras filas (junto ao altar) durante as celebrações.
A igreja de Roma é romana por usurpação, não passa de mais uma conquista de uma tropa, a mais forte da época, e julgo que é aí que reside o busílis da questão.
A Igreja Católica Apostólica Romana começa por “vender” aos seus acólitos uma falsa imagem de Jesus Cristo que, nascido na Palestina, nunca poderia ter o aspeto árico que permanece em imagens e gravuras, voltamos à ideologia nazi, porquê? Porque é que em séculos nunca se tentou emendar os embustes que saltam à vista mesmo dos menos informados?
Talvez um dia apareça um sumo pontífice que venda todo o património, distribua o dinheiro pelos pobres, e se mude para a Palestina vivendo da caridade humana.
Para terminar, eu apostaria na eleição de um Papa preto, afinal o Vaticano está em crise, a América também estava.