quarta-feira, 16 de novembro de 2011

SITUAÇÃO ATMOSFÉRICA
Vejo só cinzento
Carregado
Chuvoso
E chove mesmo!
Intenso!
Dia após dia
Sonhos vão nas enxurradas
Sem trovoadas
Com desejos tento afastar o cinzento
E ver o azul do firmamento
Mas quê?
Inventaram centenas de deuses
Milhares de santos
Eu bem peço
Mas chove a cântaros
Ouço prantos
A chuva é precisa nalguns dias
Mas não em tantos
Todos os dias mudo de camisa
Porque todas ficam encharcadas
E, se a chuva continuar
Fico de roupas sem mudas
Sem nada
Só com a pele nua e lisa
Na chuva a boiar de papo pró ar
Olhando o céu cinzento,
Mas, tentando olhar além dele
o azul no firmamento
nem  que seja d’olhos fechados!
Em sonhos
Vejo deuses e santos a chorar
Então, compreendo a razão de tanta chuva cair!
-“Porque chorais, seres divinais?
Vós,
Que sendo deuses e santos
Nunca cometeis nenhum deslize!”

“Pobre diabo!
 Então não vês que é devido à crise que está
E à que há-de vir,
Que não podemos rir!
Daqui do alto,
Quanto nossa vista alcança,
Quanto veja,
Vemos que cai menos dinheiro na nossa bandeja,
Por isso, estamos todos a chorar,
Por isso é que está tanta chuva a cair
E não tarda darmos ordens para trovejar”

“Mas, qual é o meu papel?”
Perguntei.
“Sofrer. E ficas, desde já, avisado,
Por toda a parte anunciado,
Que os milagres vão encarecer”
-“Quanto?”
“O que o Governo ou a Troika entender.
Eles, para manterem fazem seus arranjos!
Nós aqui, para as despesas do Céu;
Alimentação e lentes (para ver o que se passa)
Também temos que fazer os arranjos
Para manter o nível dos papos-de-anjo!
E se calhar, temos de chamar o Diabo
Para desenhar o plano das novas e taxas e impostos
Celestiais sobre rendimentos de trabalho e heranças.
Vocês, aí chamam aos diabos ministros das finanças.
Preparai-vos para sofrer,
Porque os milagres vão encarecer!
Deixai de ir aos restaurantes comer
E ide mais a missas.
Alimentai-vos de hóstias,
É preciso alimentar mais o espírito do que o corpo”

Acordei.
Deixei de estar de papo para o ar e pus-me rastejar.
Tinha começado a trovejar!
…………….xx……………………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

Crise a quanto obrigas

 
Nem o artesanato escapa à crise, os artesãos recorrem às promoções e redução de preço para sobreviver.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Convívio

A Raphaela não pode ir, a Korujita não atende.

Já fostes

Ao retirar a publicidade à RTP o Governo pretende acabar com a empresa, no entanto, antes vai aumentar a taxa de radiodifusão apresentando como pretexto precisamente a falta de publicidade no canal público.
Vamos assistir ao desbaratar de um património que foi pago pelo Povo tal como fizeram com os retransmissores que eram da RTP, passaram para outra empresa que acabou a cobrar fortunas ao anterior dono pela sua utilização.
Esperemos que cuidem bem do arquivo da casa, pelo menos isso.

Evolução desta espécie

Dedução lógica



Mário Draghi (à direita) era o Presidente do Tesouro (cargo correspondente ao de governador do Banco de Portugal) Italiano quando a Itália falseou (tal como a Grécia) as contas para entrar no euro, hoje dirige o Banco Central Europeu.
Sou levado a concluir que o senhor Dr. Dias Loureiro, que também é um artista com as contas (o manhoso de Boliqueime que o diga), ainda vai chegar a um alto cargo na Europa, des confio que ainda não está lá porque o aconselhamento do primeiro-ministro lhe toma muito tempo.

domingo, 13 de novembro de 2011

Qué dos novos pá?

Será que os militares no activo estão com o Governo? É isso que se depreende ao ver as imagens que ontem passaram nas televisões  já que no tempo de Sócrates os militares no activo se manifestavam livremente. Terão os organizadores decidido que só se manifestariam os militares na reserva e reformados com medo de represálias? O Povo deve ser informado, a dúvida só favorece o Governo.

sábado, 12 de novembro de 2011

Português danadinho

 
Ele roça-se nas partes íntimas de muitas das mulheres mais ricas e poderosas do planeta.

Falo (do verbo falar) do sabonete Ach. Brito.

"Cavaco defende banqueiros da troika e Banco de Portugal"

Cavaco defende portugueses, que por acaso são amigos dele. Eu diria que com o BPN fez o mesmo. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Debandada dos candidatos a agentes do SIS pode fazer perigar a segurança em Portugal. (ficção)


A introdução de uma nova prova de aferição já na parte final dos testes obrigatórios à candidatura a agentes da secreta de Portugal está a deixar o Ministro da Administração Interna de olhos esbugalhados e cabelos em pé.

Ao ordenado, acima da média, são acrescentados vários subsídios devido ao risco a que podem estar sujeitos os agentes secretos acabando por perfazer uma remuneração apetecível, se à parte material acrescentarmos algum espírito de aventura e a eventualidade de conhecer outros países, estará encontrada a base da grande afluência de candidatos sempre que o SIS abre concurso para incorporar novos operacionais. Mesmo a obrigação de possuírem (e atestarem) um passado impoluto não reduz o número de pretendentes sendo a oferta muito superior às necessidades, sou entretanto obrigado a afirmar (devido aos factos recentemente relatados pela comunicação social) que este último requisito é desleixado aquando do recrutamento das chefias, se calhar porque dependem de nomeação política.

Era tudo um mar de rosas até ao derradeiro concurso, nele foi introduzida uma nova prova destinada a aferir a coragem dos futuros operativos, os aspirantes deviam disfarçar-se de senhora idosa e aceitar boleia de DL, foi a debandada total.
(ficção)

Que Deus me perdoe.

Ainda há dias ouvi meu pai vociferar contra a idade, dizia ele que se chega a um ponto em que tudo sai mal, eu diria mais, com o acumular dos anos sai e entra mal.
Não me entra aquilo de que me apercebi ontem, alguém na TV se confessava descontente, e não é que a revelação do senhor me soube bem?
Mais, veio-me à memória que durante o PREC o tal senhor foi muito mal tratado, esteve preso e obrigado a despejar os baldes das celas cheios de dejectos, normal seria que me comovesse, não, gostei mesmo, e recordo que pensei para mim “havias de ir com o caraças”, não foi nestes termos mas dá ideia.
O senhor Ricardo Salgado estava piúrso com o Governo por causa dos carcanhóis, e eu todo satisfeito, valha-me o Espírito Santo.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Conversas (pouco) privadas.


Na semana passada, durante a cimeira do G20, microfones (inconvenientemente ligados) “escutaram” uma breve troca de palavras entre Nicolas Sarkozy e Barack Obama, num tom mais ou menos galhofeiro, “Não consigo aturá-lo. É um mentiroso” dizia Sarkozy referindo-se ao Primeiro-Ministro de Israel, “Estás farto dele? Eu tenho de lidar com ele todos os dias”, terá respondido Obama sorridente.
Os dois presidentes não se aperceberam que os micros preparados para uma conferência de imprensa já estavam ligados, circunstância que permitiu o registo da conversa que já se encontra largamente difundida. (Fonte: Agência Reuters)
Vou fazer atenção às joelheiras dos Presidentes da França e dos Estados Unidos da América na próxima vez que se encontrem com Netanyahu.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A. Mata - A. Ferguson

Dois casos únicos no mundo do futebol com vantagem para um português, Augusto Mata treinou o Infesta Futebol Clube durante 29 anos, Alex Ferguson acaba de completar 25 à frente do Manchester United.

domingo, 6 de novembro de 2011

Há coisas que o Povo não entende e ninguém explica.




A troika manda privatizar, como sempre vai-se vender (dado) aquilo que dá lucro, empresta dinheiro ao Estado para este emprestar à banca que comprou divida do mesmo Estado, Estado que ficará como accionista, passivo diz Passos Coelho.
Vão ver que o dinheiro emprestado em primeira mão pelo Estado à Banca, em segunda volta ao Estado mas mais caro.
Ninguém diz ao Povo que os banqueiros têm medo da corrida aos balcões, que os depositantes levantem o dinheiro, dinheiro que não está nos cofres dos respectivos bancos, está nos dos banqueiros os principais responsáveis da situação actual, económico-financeira e política, foram eles quem roubou mais e quem elegeu o Presidente Cavaco.
Estão todos a apoiar-se na passividade dos populares, como estão enganadinhos.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Convívio

Ora aqui tendes o sítio!
Neste momento estão inscritos 2 - Eu e o Franco.
Esperemos que os poucos que ainda aqui vêm, ajudem a passar a palavra e por sua vez decidam inscrever-se.

Será no dia 19 deste mês de Novembro.
Concentração em frente do Mosteiro às 11H00

O Restaurante, como assinalado fica a cerca de 100 metros, na Rua Serpa Pinto, 19

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Quem diria

Cavaco, o manhoso de Boliqueime, anda de visita a Sintra, entrou numa instituição pela porta do cavalo para fugir aos manifestantes.

Afinal...




Todos nos recordamos do que diziam os partidos portugueses, ditos de direita, sobre o relacionamento de Sócrates com Chavez, hoje vemos o actual Governo Português vangloriar-se com os acordos assinados com a Venezuela como se estes fossem de sua autoria, não são, coube ao Governo de Passos Coelho o acto mais simples, a sua formalização.
Agora vemos o Dr. Portas muito preocupado com o estado da saúde do Presidente da Venezuela, o futuro dos luso-venezuelanos já não o desassossega, mudam-se os governos mudam-se as preocupações.
Afinal gastamos mais uma pipa de dinheiro em eleições, na mudança das cadeiras e do resto, e melhorias nada, antes pelo contrário.
O actual Governo não trouxe nada de novo a não ser lixar ainda mais a classe média, continuo a pensar que com Sócrates a Primeiro-Ministro estaríamos muito melhor.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Para quem não leu hoje no "JN"


Cavaco não sabe escolher gravatas

00h01m


A coisa parece difícil - mas não vai ser fácil. Esta frase de humor marxista, tendência Groucho, assenta como uma luva ao paciente trabalho de criação do primeiro banco privado após o 25 de Abril, desenvolvido, há 30 anos, por Artur Santos Silva.
Sozinho, de pasta na mão e sem remuneração, andou dois anos a reunir a centena de accionistas privados da SPI (antecessora do BPI) que subscreverem o capital inicial de 1,5 milhões de contos - e a tentar receber luz verde governamental.
Apesar de a AD de Sá Carneiro ter ganho as legislativas, foi mais fácil convencer TMG, RAR, Sogrape, Riopele & C.ª a abrirem os cordões à bolsa do que obter o sim do ministro das Finanças, Cavaco Silva, que por duas vezes torceu o nariz ao pedido, alegando que a abertura da banca a privados era "um dossiê muito sensível". Persistente, Artur não desistiu e acabou por conseguir a autorização em 1981, assinada por João Morais Leitão, o ministro das Finanças de Balsemão.
O banqueiro é não só persistente ao ponto da teimosia, como também paciente, como fica demonstrado pelo facto de ter adiado um ano a abertura do escritório em Lisboa da SPI - durante esse tempo esteve à espera que Fernando Ulrich, a pessoa que ele desejava para dirigir a operação da sociedade na capital, se libertasse das funções de chefe de gabinete de João Salgueiro.
Para explicar esta espera, Santos Silva cita Segismundo Warburg (fundador da SG Warburg), que recrutava pessoas da mesma maneira que comprava gravatas: não as contratava por necessidade (ninguém compra uma gravata porque precisa) mas porque gostava delas. Por necessidade, compramos líquido amarelo para a louça, papel higiénico, leite ou meias pretas - não gravatas.
A escolha da pessoa certa para o lugar certo é uma das mais difíceis tarefas de um gestor, em que mesmo os mais pintados já meteram água. Que atire a primeira pedra quem nunca se enganou na avaliação das capacidades e carácter de um ser humano.
A mesma dificuldade se sente na selecção dos amigos com que mais privamos. Que atire a primeira pedra quem nunca foi desiludido por um amigo em que confiava.
Olhando para o rol de patifarias de que são suspeitos vários ex--amigos do peito e da política do PR - Oliveira e Costa (seu companheiro no Banco de Portugal, secretário de Estado e conselheiro de investimentos), Dias Loureiro (seu ex-braço direito no PSD e Governo), Isaltino Morais (seu ministro e autarca laranja modelo) e Duarte Lima (seu vice-presidente no partido e líder parlamentar) - sou forçado a concluir que ele falha na escolha das pessoas.
A alternativa à conclusão de que Cavaco não sabe escolher gravatas é muita má. Atendendo à péssima qualidade das companhias de que se rodeou, seria terrível sujeitar o presidente à prova do provérbio popular "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és".

(o autor é sub-director do JN)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Um afogado que faz tremer a Europa


Papandreou, o primeiro ministro grego, faz tremer a economia europeia ao decidir dar voz ao Povo, através do referendo os gregos irão votar se aceitam, ou não, as novas medidas de austeridade inerentes à admissão do perdão da dívida.
Nós por cá abaixamo-nos, os nossos políticos impõem-nos medidas mais drásticas que as decididas pela troika e nós comemos calados, retiraram-nos os subsídios de férias e natal, aumentaram o tempo de trabalho (medida que os patrões querem usar para acabar com o período de férias) e já se fala na redução de salários, tudo enquanto durar a ajuda externa dizem eles, eu não acredito, vai ser definitivo, chegou-se ao cúmulo de o secretário de estado da juventude afirmar que os jovens devem emigrar.
Enquanto isso quem levou o país à ruína continua impune.
A revolta demora muito?

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sanguessugas mascaradas de Mecenas.

Quando se explica qualquer coisa a uma pessoa e, por mais que se tente, ela não compreende, é usual (para amigos de maior confiança) dizer-se:
- Queres que te faça um esquema? Claro que nem tudo se pode esquematizar, principalmente quando se trata de questões sentimentais. Mas quando se trata de "caroço", nem o mais leigo em matemática deixa de compreender que se uma carcaça custa 20 cêntimos, 5 custarão 1 euro.
No caso em apreço, será fácil verificar as rotas do "caroço": para onde vai e de onde vem, quem deve e a quem e principalmente quem lucra, quem vive à custa do défice dos outros, como agiotas sem escrúpulos, monstruosas e insaciáveis sanguessugas.
E se o recurso ao crédito internacional se continua a fazer é porque dentro de cada família endividada existe um agente que mina e abre caminho para o “invejoso” especular.
Ai se essas famílias se unissem para gritar: BASTA!
A.M.

domingo, 30 de outubro de 2011

Protestar mesmo

Proponho que ninguém vá à bola, em vez de ir ao estádio todos devem ir para a praça da terra, podem até ficar calados ou ficar em casa, experimentem e vão ver como acontece qualquer coisa.

E o Povo pá?

Antes do 25 de Abril algumas datas significavam revolta, panfletos lançados na praça ao fim da tarde e carga policial, o 31 de Janeiro começava sempre com uma acalmia estranha, as ruas sem polícias de giro, os carros da polícia fora da garagem e os “carros da água” em destaque.
 Após a hora de almoço as esquadras ficavam a abarrotar, à concentração de forças chamavam prevenção, começavam a ver-se capacetes (cinza claro) de protecção e algumas lojas da então chamada Rua de Santo António não reabriam.
Pelas 15 horas começavam as movimentações, as carrinhas a levar a polícia de choque para os pontos estratégicos, grande parte concentrava-se na Rua da Madeira, os grupos de pessoas, nunca mais de cinco, a passear (sem nunca parar) junto à estátua de D. Pedro da Praça da Liberdade e por volta das 17.30/18 alguém gritava “VIVA A LIBERDADE”, viam-se panfletos no ar, rebentavam petardos e a “monaria” carregava, um simples “não fosses para lá” justificava a acção repressiva e brutal.
Seguiam-se as detenções coordenadas por uns senhores à paisana que pelo soleno batiam com umas mocas.
Invariavelmente durante uns dias os policias, mesmo os considerados porreiros, eram olhados com desdém.
O Povo revoltava-se, hoje não.
Hoje ficamos por uma postas, não partimos nada, não berramos, não xingamos, o povo já nem pixa.
Vamos ficar sempre assim rendidos?
Quero acreditar que não.

sábado, 29 de outubro de 2011

Desmusados

Tenho apreciado os escritos de alguns bloguistas da nossa praça e à maioria falta Sócrates.
Enquanto o tema era o ex primeiro-ministro eles eram originais e imaginativos, era vê-los babar-se de gozo, gozo que durou, durou, durou e, acabou bruscamente como que se o parceiro da gozação tivesse, inesperadamente, desaparecido.
Os ataques a Sócrates, em muitos casos, eram apoiados em declarações de PSDs que deixaram a oposição e hoje governam o “rectângulo”, como dizer (já) mal daqueles que dizíamos que eram bons parece mal, os detractores de Sócrates viajam agora, tediosamente, por outros temas para distrair os leitores tentando que eles não se apercebam que sofrem como se tivessem sido violentamente sodomizados, mas como incriminar o violador se até namoraram oficialmente com ele?
Daqui a dias vamos lê-los a dizer mal de um qualquer ministro salvaguardando (ainda) Passos Coelho, mais tarde voltarão ao seu esplendor natural e brilharão muito mais porque a inspiração (ódio) será maior ainda, casos haverá em que estarão, até, com o "corpo quente".    

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Relvas, para que te quero?

Estou a rebentar pelas costuras! Embora cosido com linha glacê nº 24, o tempo, os puxões e repuxões que ao longo dos anos fui sofrendo estão a abrir brechas cuja reparação é completamente inviável.
Hoje, por exemplo, que tinha destinado aproveitar esta aberta, anunciada pelos meteorologistas, para cortar a relva do jardim, dou de caras, com a notícia de que o Relvas me quer cortar os subsídios.
Entalado entre a relva e o Relvas decidi escapar-me para este recanto para meditar no assunto. Decidi cortar no Relvas e deixar a relva para outro dia.
Não é por acaso que eu também sou da opinião que esses dois apêndices subsidiários não deviam existir – o que deviam, já que os criaram, era dividir a soma dos dois subsídios por 12 e incorporar 1/12 em cada vencimento mensal. Como é evidente, o patronato, seja ele público ou privado, ao reter uma parte daquilo que faz parte do rendimento anual dos agregados familiares, ainda retira lucro, sobre a forma de juros, pela retenção desse dinheiro.
Miguel Relvas, julgando que o povo deste país é estúpido, acena de lá com o argumento de que há muitos países que só têm doze vencimentos. Pois haverá, e em qual desses países o rendimento das famílias, mesmo sem os subsídios, é inferior ao nosso?!
Relvas, se fosse honesto e estivesse interessado em dizer a verdade aos portugueses devia explicar-nos porque razão o nosso salário médio anual é apenas 35% do da Dinamarca, de 35,5% na Alemanha, de 37% na Bélgica, de 37,6 no Luxemburgo.
E se nos disser que é por causa da produtividade ser muito baixa, então perguntarei: - De quem é a culpa? Dos trabalhadores não deve ser, dado que, tendo emigrado para países com muito mais altas taxas de produtividade, certamente contribuem positivamente para as mesmas, facto que é unanimemente reconhecido, aqui e no estrangeiro.
Porque raio de carga de água os nossos investidores, tendo acesso à tecnologia de ponta, teimam em usar sistemas e equipamentos de 2ª e terceira geração? Deve saber melhor do que eu, dado que é uma pessoa viajada e com grande influência em países de elevado nível de vida.
E se por acaso não sabe é porque não é sócio do Clube Bloomberg, mas não desespere, pois no próximo ano será certamente convidado.
O que eu também gostava de saber é se este nosso ministro, quando parece sugerir que passemos para o sistema dos doze vencimentos, está ou não está a considerar o sector privado dado que há poucos dias o seu líder PM disse ao PR que cortar salários no privado é injusto e imprudente. Como não deve haver dissonância entre um ministro do grupo parlamentar e o seu líder governamental calculo que efectivamente os cortes nos subsídios são apenas para a função pública.
Falemos então do peso da função pública, que nos querem fazer crer ser a hormona das gorduras do estado. Um tipo qualquer (faz de conta que não conheço) sugere a degradação dos vencimentos dos funcionários públicos, de tal modo que ninguém lá queira ficar e ninguém queira entrar. Solução melhor seria matá-los! Com a raiva que anda no ar seria fácil constituir um pelotão de fuzilamento para dar cabo deles todos. Todos não, porque alguns têm de ficar para conduzir os popós dos senhores ministros e mais os dos seus amigos directores e administradores das empresas públicas e semipúblicas e talvez alguns contínuos para carregarem com as pastas dos ditos, para além, como está bem de ver, dos seus conselheiros e assessores, médicos, enfermeiros e segurança privados.
Este diabinho maldito, sabe melhor do que eu, porque já foi ministro das Finanças (vejam só) que se as forças políticas em alternância desde o 1º governo constitucional tivessem elaborado um plano para reduzir drasticamente o número de trabalhadores da função pública, hoje, 36 anos depois, o problema estaria resolvido sem causar sofrimento a ninguém. Basta pensar que 36 anos depois, se não tivesse havido admissões, já não haveria nenhum funcionário público no activo.
Para tanto bastava que calmamente os serviços fossem reorganizados de modo a que a introdução das novas tecnologias e novos métodos de trabalho fossem suplementando as saídas para a reforma.
Ter-se-ia evitado o aparecimento dos “messias de meia tigela” com soluções drásticas que vão colocar milhares de famílias em situação de insolvência.
Relvas, amigo, o povo não está contigo!
A.M.

Olha quem está do outro lado do buraco


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Já encomendei um pinheirinho!

     Tenho muitas esperanças que não me espoliem do meu rico subsídio de Natal.
     Ela (a Esperança) dizem que é a última a morrer, mas parece-me que anda com a saúde muito em baixo! Coitada, cada vez morre mais cedo! Com a redução das verbas para a saúde ainda vai ser pior.
     Conheço o caso de um amigo possuído de um ânimo inquebrantável, de um optimismo bárbaro, que bebia avidamente a vida, de tal modo, que morreram os dois na mesma hora– ele e a Esperança.
     Não sou como ele e temo, apesar de me esforçar muito, nos momentos de depressão, lendo o livro de anedotas do Herman (que grande xaropada), não conseguir ir tão longe e tão fundo, como aquele amigo do peito. Sou mais para o matemático, para o lógico, para a dedução científica, para a lei universal e intemporal, assim, as esperanças de que falo têm uma base robusta e indelével. 
      Ora experimentem apagar do orçamento da A.R. a rubrica dos subsídios de Férias e de Natal.

Caramba, também sou gente!

A crise aguça a imaginação.

clika na imagem para ver melhor
Poupa-se em tudo, começa por poupar-se o bebé às assaduras provocadas pelo roçar das fraldas húmidas de xixi, no creme próprio para curá-las, nas fraldas, sabão e as mãos, se, no caso de serem reutilizáveis, forem lavadas à mão, detergente, amaciador e energia eléctrica se forem lavadas à máquina, no caso de serem descartáveis poupa-se o ambiente.
Não sei como resolveram o problema do outro lado, não se vê, terá algum tubito?

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Não à reeleição de Sarkozi

Podem até chamar-me quadrado, homofóbico, ou mal dizente, não me importo, não tenho culpa se a minha personalidade foi “formatada” na obscuridade da ditadura segundo os princípios da Santa Madre igreja.

A comunicação social, um pouco por toda a Europa, atira-se a Silvio Berlusconi como cão a bofes sempre que ele organiza uma festa ou aparece em público com uma moça mais nova que ele, desconsiderando o facto de ele (Silvio Berlusconi) ser divorciado, livre, circunstância que acaba por legitimar o seu procedimento, até os órgãos de informação portugueses, que só têm expressividade cá dentro, e pouca, fazem alarde das façanhas íntimas do Primeiro-Ministro italiano, descurando o facto de o Governo Português ser representado no estrangeiro por alguém a quem a “vox populi” atribui desmandos de ordem sexual.

Nicolas Sarkozi deformou a imagem da França aos olhos do Mundo ao reprimir violentamente as manifestações populares, ao permitir que uma das principais empresas francesas (France Telecom) oprimisse intelectualmente os seus funcionários ao ponto de em 18 meses se terem suicidado 25, um dos quais ateando fogo ao próprio corpo.

O mesmo Sarkozi que não alinhou com George W. Bush, Silvio Berlusconi, José Maria Aznar, Durão Barroso e Tony Blair aquando da invasão do Iraque que resultou no enforcamento de Saddam Hussein, apoiou a Nato na intenção de derrubar Kadafy que havia financiado a sua campanha eleitoral à presidência da República Francesa, Nato que, com o seu apoio (sem controle) aos revoltosos, deixou que estes o massacrassem até à morte negando-lhe um julgamento, mesmo que fingido, como o de Saddam.

A comunicação social que tanto se intromete, muitas vezes com resultados nefastos para os visados que mais tarde são declarados inocentes, está a soldo de interesses, desvirtuando a nobre função de informar, se assim não fosse “pegariam” nos encontros de Sarkozi com Angela Merkel abarcando toda a matéria noticiosa, mas não, ficam-se pelas acções políticas e sociais não revelando as segundas, ou terceiras, intenções de ambos que até, quase, um cego pode ver, os olhos deles dizem tudo, há atracção física, e Sarkozi denota falta de decoro ao não respeitar o facto de a sua mulher estar no hospital.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O plano

O plano, reduzido à forma mais simples, é o seguinte:

Encontro às 11hOO em frente do Convento de Mafra.
Visita para quem esteja interessado.
Almoço no Restaurante “O Cangalho” às 13H00

Sugestões:
Todas serão consideradas!
Transporte:
Para quem vier de comboio arranjaremos solução de Sintra para Mafra e vice-versa.
Para quem viajar em auto próprio pode indicar qualquer outro ponto de encontro.
Estou, estamos, às vossas ordens!
Conversem, combinem e indiquem-me o dia que mais vos aprouver.
Nota: começo a sentir que estes nossos convívios se assemelham ao lobo ibérico – estão em vias de extinção. Espero que seja apenas uma ligeira impressão.
Abraços per tutti!
A.M.

É muita lata

Dias Loureiro: "A minha maior contribuição para o País é criando trabalho"


por Dinheiro VivoOntem

Dias Loureiro
O antigo ministro da Administração Interna de Cavaco Silva considera que a sua solidariedade para com o País é paga através dos impostos mas não se opõe a cortes nas subvenções.
"Não tenho nada a opor que o PSD e o CDS avancem com cortes nas subvenções vitalícias", começa por dizer Dias Loureiro, acrescentando: "Não me esqueço que a minha contribuição, a minha taxa de solidariedade é paga através dos meus impostos e dos impostos das minhas empresas".

Rezem, rezem muito, que o Espírito Santo nos ilumine.

Eu fico atolambado com a velocidade deste governo, assim é que é…
Nota-se que se esforçam, que querem mesmo melhorar isto, que estão preocupados com o Povo. Eles desistem de subsídios porque parece mal e por solidariedade, eles tiram tiram e dão o seu coiro, são uns santos.
Já mandei rezar uma missinha pelo senhor Paulo Portas, nem tem tempo para estar com os seus, anda sempre lá fora a tratar da nossa vida.
A maioria das pessoas não dá valor ao sacrifício dos políticos, ainda por cima põem o país em risco porque gastam mais do que ganham lá com aquela coisa dos créditos e depois vão à Deco para saber como pagar, como se as pessoas da Deco tivessem alguma culpa.
Ando com o coração nas mãos só de pensar na ingratidão das pessoas, viram o que aconteceu ao senhor Kadafi? Este mundo é um ninho de víboras hipócritas, até aquele senhor de cor que é prémio Nobel se dava bem com ele mas não fez nada por ele, vem num jornal a dizer que o senhor Kadafi até foi …, nem tenho coragem para escrever, vocês também leram, ponho-me às vezes a pensar que o senhor Ministro Portas trabalha tanto e pode um dia isto dar uma volta e fazerem-lhe o mesmo.
Dizem que se houver distúrbios que a polícia não vai fazer nada, parece que já tiraram a pistola a alguns e outros não vão, que só vão a manifestações para puxar para eles.
Sabem o que é isto tudo? É falta de fé, deviam por o senhor Guterres a mandar no governo e o senhor Padre Melícias a presidente.
Rezem, rezem muito porque só Ele nos pode ajudar, ele e aquela alemã atarracada, mas parece que a “bola de Berlim” não está para aí virada, ela vira-se muito é para aquele baixinho francês que acredita que foi pai aqui há dias, “cala-te boca”.

domingo, 23 de outubro de 2011

Gooverno: "Instituição santificada"


Um Governo tem um carácter santificado, que é de governar o bem para o bem do povo, com ajuda das esmolas deste, ou seja, impostos e taxas!
Mas, por este andar não tarda andarmos todos de socos taxados!
O Governo, constituído por pessoas de bem, iluminadas pelo Bem, para não cairem em buracos, mandam construir ministérios, quais catedrais, com muitos "santos ministros", com muitas bandejas para recolha de capitais para "ajudar os fracos"!

Cada ministério é como uma catedral, com seu bispo e assessores, cabidos e descabidos.
Vivem bem paramentados, à grande e à francesa, para que o povo veja que quem governa e lhe quer bem tem realeza! Eles acumulam reformas e mais reformas, benesses e mais benesses e sãoinocentados pela justiça, enquanto o povo espera um milagre para a crise!
Eu acho que é uma questão de falta de fé, como diz o Prof. Diogo Feitas do Amaral, que pede que o Espírito Santo ilumine a Srª Merkel, para a resolução da crise europeia. Ora, como dizem que a Europa é de matriz cristã, e como a Igreja tem mais de dez mil santos, ( Portugal tem perto de trinta santos enquanto Itália tem perto de duzentos!) então seria fácil pôr os santos a trabalhar, qual grande  escritório de santos advogados a  meterem recurso, junto do Supremo, para que a malta não fique grega e sem pernas para subir ao Olimpo!

Mas, atendendo à situação, penso que não há santos que nos valha, porque quem nos governa não parecem homens de bem, mas assemelhando-se mais a vil canalha, embora vivam em "catedrais governamentais", com bandeja, para sacarem do pobres seus pobres  capitais!
Mas, tenham sempre em atenção que, o Governo é uma "instituição santificada" e seus ministérios, quais catedrais governamentais, que governam sempre a Bem da Nação!
Mas, ficarão admirados e não compreenderão se houver pública revolução por falta de pão!
A não ser, a não, a não ser, que o Espírito Santo acenda a iluminação, antes da subida do IVA!
Senão, meus irmãos, é esperança perdida!
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Autor; Silvino Figueiredo
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Concurso “Master Chefe do Nabo”

No concurso “Master Chefe do Nabo”,
Quem ficou em lugar cimeiro
Foi quem soube temperar o nabo
Com aroma de loureiro!
Já em segundo lugar,
Que não vez primeira,

Ficou quem soube aplicar

O aroma de oliveira!
Mas foi loureiro que ganhou,
Agora é “Master Chefe do Nabo”
Pois melhor nabo apresentou
E aos nabos da terra ganhou!

Agora, feliz e contente,
Sempre com os nabos na mão,
Contenta toda a gente,
Até os nabos da oposição!.

Já eu; um nabo de gema,
Com nabos não posso,
E de nabos tenho pena
Por comidos até ao osso!

Agora, no próximo concurso,
Talvez haja nova receitas;
Nabos com loureiro e mel
Pelos nabos tidas como recurso
Para a cura de maleitas!
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Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
(O Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)