sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O Homem é corrupto





O HOMEM É CORRUPTO

Desde que há registo histórico, dá para perceber que as oferendas que o Homem fazia aos deuses, por ele criados, eram para aplacar suas iras ou deles obter benesses em vida, desde sacrifícios com vidas humanas, depois animais e modernamente em dinheiro, em ouro, jóias, etc.

A primitiva ignorância do Homem, sobre os fenómenos da Natureza, não o impediu de, com a sua rudimentar mas evolutiva inteligência, dar mais valor à vida e procurar prolongá-la para o Além da morte! Cedo constatou que, além da força, lisonjear os mais fortes dava mais  valias em benefício próprio!

O compreensível medo das  tempestades, vindas dos céus,  da terra,  ares e mares, levou-o à necessidade de imaginar seus autores uns seres superiroes!
Com esta convicção foi criando  figuras virtuais, a quem pedir ajuda ou clemência.
Deu em  imaginar os deuses, por si imaginados, como senhores de poderosos e invisíveis reinos a que gostaria de pertencer! Usando ardilosas manhas, nas cada vez mais sofisticadas armadilhas para a caça, logo compreendeu que era o Rei dos Animais! A sua capacidade de raciocínio levou-o  a encarar a possiblidade de haver vida para além da morte e a formatar modos de lá chegar! Era e é uma ideia que, além de apaziguar angústias transcendentais, também gerava receitas materiais aos seus promotores!

Quem estudar um pouco a evolução histórica das civilizações, vê que centenas de deuses desapareceram e deram lugar a outros! Mesmo da mesma base teológica gerou-se o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo, por sua vez depois ramificados em credos vários, mortais entre si! Todavia, a ideia da transação comercial  entre o humano e o divino mantém-se, ou seja, no Cristianismo, por exemplo, por  cá dá aquela palha invoca-se o nome de Deus, da Nossa Senhora (com centenas de nomes) e de Todos os Santos!

Pede-se para o filho não ir  à tropa, para o que clube ganhe o desafio, para fique campeão, pede-se para a cura duma doença, para ficar bem no exame, para a promoção ou  ficar efectivo no emprego,  que saia o euromilhões, etc, etc.
Porém, feita a promessa, a mesma só é cumprida  se o “milagre” acontecer!  Não é uma questão de Fé, mas sim uma proposta comercial.
Se acontecer o “milagre” paga-se o serviço, e lá vão pagar aos cobradores terrenos as graças que vêm do céu o valor do contrato. Se não acontecer, por vezes vociferam contra deuses que dizem adorar!
O Homem, embora pedindo favores aos deuses do Alto,  alimenta bem quem os representa cá em baixo!
São milhões, que empancam no disco “venha a nós, venha  a nós, venha a nós”, e a prevenir, complementam com o "Perdoai-nos Senhor"

Sendo assim, se o Homem  mete cunhas a quem manda no Alto, que não vê, como é que nos devemos admirar  das cunhas douradas e da corrupção que mete na governação, cá em baixo, aqui, à mão?

Que diabo! Os governantes não são santos!
Não resistem à tentação do Diabo como resistiu Cristo!   Como estando no poder se sentem uns deuses, acedem aos rogos dos crentes para que processos saiam da câmara, para que a sucata se transforme em robalos, para que submarinos mergulhem mais fundo, para que os freeporst sejam livres, etc etc, mas todos isto com “untadas” cunhas para que os “milagres aconteçam.

Todavia, se é assim entre os graúdos, os miúdos já se contentam com o “milagre” do perdão duma multa de mau estacionamento, porque, como diz o slogan popular publicitário: “compro mais barato, porque tenho um amigo”.
Quem diz ter um amigo na Polícia diz no Tribunal, na Câmara, na Junta,  no Ministério, por aí fora!

Enfim, a seriedade do Homem não é para levar a sério. Aliás, o comércio das cunhas tem-se desenvolvido tanto que já está institucionalizada em lobbies ou em partidos.

Só falta organizar a feira das cunhas, com firmas cotadas nas bolsas!

Curioso que se o Homem, com outros convive pacificamente no comércio,, chegando ao ponto de em centros comerciais coexistirem lojas chinesas, japonesas, indianas, americanas,  africanas, europeias, etc, com  restaurantes  representando suas tradições gastronómicas,  a mesma convivência não acontece no plano religioso!

Seria interessante, nos mesmos centros existirem sinagogas, igrejas, mesquitas, templos budistas. Ver uns a rezar de joelhos, outros de cú pró ar, outros a abanar a cabeça, outros a tocar os sinos, outros a chamar os fiéis para as orações, etc..
O mesmo Deus, Pai de todos eles, gostaria de ver seus filhos a conviverem pacificamente. De admirar é que biliões  dizem que Deus  só há um, mas cada um tem o seu! Afinal, não conhecem o Pai nem este pôe ordem na família?

Concluindo. O Paraíso, embora lugar abstracto, seduz o Homem, ramificado em vários homens, de cores  e tamanhos diversos, utilizando diversos “solicitadores terrenos de coisas divinas”, pagando-lhes serviços ou metendo cunhas para lá entrar! Enquanto isso não acontece vão rezando o “Venha a Nós o Vosso Reino”! E a prevenir pedem o “Perdoai-nos Senhor”
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Conhecem o Submarino TRIDENTE e o Submarino ARPÃO?

São dois brinquedos que foram adquiridos para os 700.000 portugueses desempregados ocuparem o seu tempo de ócio a brincarem à batalha naval!

O planeamento do assalto às finanças públicas, (a compra destes dois submarinos) começou em 25 de Novembro de 2003. Quem era então o 1º ministro deste pobre e desgraçado País? Era o sr. Durão Barroso do PSD e quem era o ministro da defesa? um senhor mais conhecido pelo Paulinho das feiras e romarias do CDS. e  a Manuela Ferreira Leite PSD era a ministra das finanças ( que fez um truque para que as contas fossem cair só em 2010) aprovaram a proposta dos alemães do consórcio GSC para o fornecimento destes brinquedos por 844 milhões de €. Portugal estava a precisar destes brinquedos como de pão para a boca!  O Paulo Portas ufana-se de ter conseguido uma descida do preço para 769,3 milhões (prescindindo de parte do equipamento proposto) que só vigoraria até 1 de Janeiro de 2004.
Mas em 21 de Abril foi encerrado o negócio já com um preço actualizado devido a uma habilidade negocial , por 821 milhões. Mas graças ao previsto no anexo 14 do referido contrato o preço já está nos 832 milhões!
Falta falar dos juros que terão de ser pagos ao consórcio bancário ( Crédit Suiss First Boston International associado ao BES)  a quem o estado português pediu o empréstimo, que numa renegociação posterior lucrou 0,25% ( São só cerca de 200 milhões € o total desta operação).
Na Alemanha decorrem processos judiciais contra altos quadros da Ferrostal em Portugal decorrem dois inquéritos no Departamento Central de Investigação e Acção Penal. Acreditam que algum tubarão é apanhado na rede? e os documentos que voaram do ministério da defesa?

A ISTO CHAMA-SE "TALENTO NATO"!

Um professor pede aos alunos que escrevam uma redacção sobre o tema:

"Se eu fosse director de uma empresa"

Todos começam a escrever excepto um...
- Menino Silvinha, porque não começa a escrever?

- Estou à espera da minha secretária.

Despedida do Padre de Boliqueime....

No jantar de despedida, depois de 25 anos de trabalho à frente da paróquia, o padre discursa:
- A primeira impressão que tive desta paróquia foi com a primeira confissão que ouvi. A pessoa confessou ter roubado um aparelho de TV, dinheiro dos seus pais, a empresa onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com as esposas dos amigos. Também se dedicava ao tráfico de drogas e havia transmitido uma doença venérea à própria irmã. Fiquei assustadíssimo. Com o passar do tempo, entretanto, conheci uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé.

Atrasado, chegou então um tal Sr Silva para prestar uma homenagem ao padre. Pediu desculpas pelo atraso e começou o discurso:

- Nunca vou esquecer o dia em que o padre chegou à nossa paróquia. Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a me confessar.

Seguiu-se um silêncio assustador.


MORAL DA HISTÓRIA:  Nunca se atrase.

Quando se atrasar, fique de BOCA FECHADA!

O pior inquilino do mundo


Você mora em casa de aluguer? Sente-se infeliz?
Então talvez o/a conforte saber que existem
pessoas em situação pior que a sua.

O pior inquilino é o espermatozóide.

Mora com milhões de irmãos na casa do cacete.
O apartamento é um ovo.
O prédio é um saco.
Os vizinhos da frente, uns pintelhos.
O de trás só faz merda.
E o proprietário, quando fica bravo, expulsa todo mundo.

E você ainda reclama da vida

Poema apanhado pelo clima

Eu era para fazer um poema ao tempo,
com boa métrica,
com boa rima,
mas,
infelizmente,
não fui a tempo!

Este tempo faz calor quando não deve,
chove e faz frio quando não devia,
não tem rima certa,
para poemas não serve
nem para fazer poesia,
porque o tempo foi apanhado pelo clima,
que também apanhou o poeta,
que fez esta poesia incerta!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Entre a serra e o céu.


          Serra da Arrábida, 10 de Abril de 2009


Entre a serra e o céu
só há o alcance do olhar,
que nunca ninguém o mediu
nem o conseguiu contar!

Entre a serra e o céu
só há montes de imaginação,
entre eles,  na minha, digo eu,
há o da nossa "salvação"!

Entre a serra e o céu
há mundos por descobrir
e se lá alguém vive ou viveu.

Mas,
é neste desejo profundo
de descobrir mundos dos outros
que ignoramos nosso mundo!

Se ligássemos menos ao céu,
mas mais às  misérias da serra,
então, na minha imaginção,
digo eu,
o céu desceria à Terra!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O suborno do carteiro - Romance em Dó Menor


O suborno do carteiro
(Romance em dó maior)

Como alguns dos meus amigos sabem, moro num prédio com nome de santa e o dito cujo é constituído por dois blocos, o nº 1 e o nº 2, com cinco apartamentos cada rigorosamente iguais, ou mais ou menos.
Quem pôs o nome ao meu prédio, um construtor civil, ou talvez um pato bravo, para o batizar assim, não se preocupou em dar um número de polícia a cada uma das entradas. Antes, sim, pregou-lhe na cédula com o número da casa dele (231) por sinal do outro lado da rua. E quem vier atrás que feche a porta, como é típico nos patos bravos. Eu agora é que ando a correr atrás…
O nome do edifício é que ficaria a chamar-se definitivamente Edifício X, embora mutilado de um bloco, precisamente o nº 1, aquele onde moro, e com uma morada parcialmente falsa.
Digo X porque não quero denunciar aqui, num blogue de amigos, nem o nome do prédio onde moro nem o da santa, de quem, por sinal, sou devota. E, ainda por cima, bem à laia de pato bravo, o estupor do homem, ao designar os dois corpos da construção por blocos, nem sequer foi coerente com as as orientações toponímicas da rua. Começando a numeração no sentido poente nascente, a criatura trocou os números aos blocos e aquele que deveria ser o Bloco 2 é Bloco 1 e vice-versa. Fez como uma funcionária chefe de um serviço público que eu conheço. Um dia, alguém lhe pediu para ela e o seu séquito remover um ficheiro onomástico de um lado para o outro e quando o chefe do serviço requisitante foi verificar a transferência dos ficheiros constatou que os Zacarias estavam bem à frente das Anas, do lado direito, como se todos fossemos árabes. Egípcios, por exemplo!...  Coisa pouca…
Depois, no caso do prédio, os moradores é que trataram de requerer a certidão toponímica e identificar as entradas com os números, ficando assim as coisas: Bloco 2 nº 230 e Bloco 1 nº 232, a tal coisa pouca igual à história dos ficheiros…
Mas isto, digo eu, não interessa a quem quer que seja, porque nos arquivos de uma grande parte dos serviços públicos, ninguém, nem sequer os chefes, sabe muito bem o alfabeto. Então agora, com o novo acordo ortográfico, a coisa deve piorar bastante…
Já estou a ver aqui os meus amigos a coçar a cabeça e a perguntar por que estarei eu aqui, num blogue colectivo, a pendurar um rol de queixinhas e a transformar o Líricos Campus numa espécie de sucursal da DECO. Mas está bom de ver. Enquanto os meus amigos criticavam a minha ausência por mais de dois meses, andava eu às turras com dois serviços públicos, um autárquico e um central, com cartinhas de um lado para outro, a gastar o latim que devia escrever aqui com alguém que nem português sabe. Ainda por cima, agastada e sujeita a um enfarte do miocárdio.
Bom, mas antes de prosseguir com a minha saga, tenho de clarificar os meus conceitos de floricultura e, por favor, não me levem a mal!... Por que tem a nossa casinha, a que designámos por Líricos Campus, como o meu Condomínio se designou por Condomínio do Edifício Santa…., Bloco 2, Rua dos Mentecaptos, nº 231, a imagem de umas açucenas?! Foi por não haver disponíveis fotografias de lírios? Se assim foi, está bem e o ditado de quem não tem cão caça com um gato fará então aqui todo o sentido. Adiante…
Quando eu, na minha qualidade de administradora do condomínio, de facto desde sempre e de direito de vez em quando, constatei que, depois de algumas tentativas falhadas de terceiros para, junto do RNPC, sanar o que estava errado, deitei pernas ao caminho com o mesmo fito, não suspeitava o que viria por aí. Tinha como questão prévia corrigir, junto daqueles serviços, a omissão do Bloco 1 na designação do condomínio e fazer a alteração do nº 231, situado no outro lado da rua, para os 230-232.
Para o efeito, contactei telefonicamente o RNPC, que me informou quais os documentos necessários, até porque já não dispunham, ou não estariam acessíveis, os documentos iniciais que serviram de suporte ao registo inicial. E disto eu não me admirei, dado conhecer muito bem como são os arquivos dos serviços públicos… Mas adiante…
Munida do Registo da Propriedade Horizontal, onde já constava a toponímia do prédio, do Modelo 2 preenchido e de um cheque de 20 euros, que o banco me visou pela módica quantia de 31 euros, além de fotocópias de documentos pessoais, dirigi-me por escrito ao RNPC. E, tal como o exigido, mandei também um envelope retangular endereçado a mim própria, para o envio do bendito cartão corrigido dos seus males de nascimento.
Pronto!, E com isto desencadeei uma carga de trabalhos de que ainda não me livrei.
No meu número, no 232, recebo entretanto o envelope que eu enviara para me mandarem o cartãozinho, de barriga à mostra, com as tripas e tudo o que tinha dentro de fora, mal selado. De facto, o que fora enviado num subscrito com o dobro do tamanho e com os portes correctos, por especial deferência dos correios, julgo eu, vinha agora a rebentar pelas costuras e eles terão resolvido esventrar a carta para eu não pagar multa…
Obrigada CTT, façam favor de desculpar o RNPC porque eles devem desconhecer as regras de envio de correspondência, embora, como vinha lá (porque eu pus) o remetente, aquela nobre instituição deve ter ficado muitíssimo mal vista…
Em boa verdade, deram-se ao trabalho de me escrever, para o 232, uma carta onde me pediam o registo predial actualizado, o que aumentou ainda mais o volume da devolução. E, em alternativa ao predial, pediam uma certidão da câmara,  a dizer expressamente “ que o prédio inscrito no”Bloco 2 sito em tal parte nº 231 se localiza actualmente na mesma rua nºs 230-232, blocos 1 e 2”, o que eu não vi com bons olhos, pois não era caso de o prédio andar agora  de um lado para o outro.
Ora, olhando eu para o registo predial, acabadinho de chegar e sabendo que não obteria outro mais moderno, exclui liminarmente a primeira hipótese.
Todavia, considerando a alternativa da câmara igualmente inviável, peguei nas fotocópias da memória descritiva do prédio, numa certidão da autarquia que atestava a toponímia do mesmo e, juntamente com umas fotografias em que ele era visível, acabadinho de pintar por mim e por mais não sei quantos moradores, lá mandei de novo aquela treta.
Obviamente, enviei também o cheque e o resto dos papéis, escrevendo igualmente uma cartinha em que apelava à correcção, em nome do Simplex, promovendo então a segunda viagem do chequezinho a Lisboa, à capital, onde pululam as altas cabeças da nação.
Passados oito dias, ao abrir a caixa do correio, vejo de novo o segundo envelope que acompanhava a minha correspondência esventrado como o primeiro,  e qual não foi o meu espanto quando me disseram, em mais um ofício, que o prédio não era o mesmo !!!
Desta vez, a solução, diziam, era pedir à câmara para, numa certidão, dizer expressamente “que ao prédio descrito na conservatória do registo predial sob o número X foram atribuídos os Blocos 1 e 2”. Agora seria para promoverem um novo número de NIF.
Pensei logo nas chatices que ia ter quando fosse ao banco levantar dinheiro com um NIF diferente do que constava na conta. Pensei igualmente nos contratos de fornecimento da água e da luz do condomínio e na eventualidade de ter de os fazer de novo, por o RNPC não conseguir entender de maneira nenhuma que o que estava em causa era um simples erro e uma omissão, não havendo de forma alguma dois imóveis envolvidos como eles estavam apostados em construir no papel.
Bom, lá vou ter de ir à autarquia, disse com os meus botões, enquanto intimamente pensava que o Direito, nas mãos de pessoas sem bom senso, não passa de uma grande merda.
─ Não posso desistir de levar a minha avante, insisti comigo, porque eu é que estou verdadeiramente a aplicar o DIREITO. Esta gente ou não sabe, ou não quer, ou o raio que os parta.
De nada tinha adiantado o documento do registo predial, agora com a toponímica correta, onde o número era o mesmo no edifício existente e no imaginado pelos juristas de serviço no RNPC. E como a um prédio não podem ser “atribuídos” assim sem mais nem menos os dois blocos, ou dois corpos, com que ele foi construído de raiz, achei por bem emendar o português e pedir que a certidão dissesse isso mesmo. Era para fazer entender o RNPC do disparate onde eles andavam a lavrar com bois teimosos num campo de pouca erva.
Solicitei assim que o documento expressasse que aos dois blocos tinha sido atribuída a designação de bloco 1 e bloco 2 e que os mesmos se situavam na morada atestada pelo registo predial.
─ Queira Deus que não encontre pelo caminho mais ninguém destituído do bom senso necessário para resolver um problema que, devendo ser de merda, se transformou na merda de um problema, a aumentar de dia para dia com tanto papel, cada um diferente do outro. Mas, diz-me o meu dedinho adivinho que isso irá acontecer, pensei então.
Após inúmeros telefonemas, durante um mês, lá vou eu à câmara, depois de saber que havia o despacho para a minha notificação. Ou sim, ou sopas!
Como devem os meus amigos calcular, a resposta foi sopas.
Nada que não tivesse previsto. Que não, não podiam emitir uma certidão com aquele teor, porque não eram responsáveis pela atribuição das designações, bla, bla, bla, bla.
Chamei logo ali o Carmo e a Trindade e pedi que, quer viesse um ou outra, deveria fazer-se acompanhar do livro amarelo de reclamações.
Nunca vi nada mais mágico do que a cor do livro. De imediato veio uma senhora pronta para assimilar o conteúdo de um rascunho dos meus, em vias de eu o enviar para o RNPC. Enquanto isso, explicava eu que não estávamos perante uma questão material mas sim meramente formal e sem grande importância. Até porque, insistia, como é sabido, um condomínio não costuma dedicar-se a outra actividade que não seja a sua própria gestão. Quando muito, pode gerir outros condomínios e para traficar droga e fabricar moeda falsa não é preciso ainda um NIPC.
Sem abdicar da posição camarária, a jurista lá conseguiu acalmar-me. Foi com alguma habilidade que quase sanou os meus azeites, sugerindo-me uma exposição ao senhor presidente.
Confesso que, no meio disto tudo, naquela circunstância particular ( já não digo noutras,  em que parece estar enterrada até às orelhas…)  a câmara seria   a entidade menos culpada. O que me chateou solenemente foi o facto de ela reconhecer tacitamente a existência de dois blocos, saber que pelo menos a mim já me contactou por carta e com êxito, por várias vezes, num deles e estar agora a fazer-se cara por causa de uma coisa tão simples levou-me aos arames. Então dei comigo a pensar baixinho;
Do que é que esta gente tem medo agora que não tivesse tido no passado?”
Bom, mas, no meio de tudo, como eu falava em bom senso por parte dos organismos que me estavam a dar tanta dor de cabeça, eu própria tive de demonstrá-lo e recolher a esferográfica, pronta para golpear o pobre do livro como se fosse uma espada aguçada.
Disse que sim senhor, a exposição iria ser uma realidade, embora a senhora me tivesse prometido que iria resumir o meu rascunho ao senhor presidente.
Depois vim para casa e, farta de gastar latim com estes padres modernos, decidi que tinha de dar a volta ao RNPC, imbuída daquela velha máxima de que todo o burro come palha, a questão é saber dar-lha.
Assim, aparentemente, desisti. Então pedi uma 3ª via do cartão com os dados falsos que ele contém, mandei de novo o cheque dos 20 € inflacionado pelo banco ao visá-lo e todos os outros papéis, incluindo o envelope.
A regra dos oito dias, ou por aí, parece ser de ouro lá pelo RNPC porque, passado esse tempo, lá vi na caixa do correio o meu envelope, desta vez fechado, com um ofício onde depois li que poderia fazer o pedido pela Net a troco de um cheque de 14 €.
─ Estou bem arranjada, pensei eu. Como a direcção está errada, lá vai a merda do envelope para o 231 e o pato bravo, como de costume, vai extraviar o cartão e eu continuo sem poder levantar dinheiro no banco!
Todavia, restava-me ainda uma esperança. Como tive de me identificar e dar a minha morada, o nº 232, podia ser que isso desviasse a missiva com o cartão e a colocasse na minha caixinha do correio. Até porque entre mim e o RNPC já se estabelecera uma correspondência tão frequente que raiava quase a amizade. A minha residência, lá nos serviços, já devia ser tão conhecida como o grão-de-bico, se não fosse o arroz de quinze.
Bom, mas depois de tantos avanços e recuos percebi que o meu primeiro pensamento seria pura leviandade e, de raciocínio em raciocínio, cheguei à conclusão de que o mais justo, o mais certo era eu ir ter com o carteiro e suborná-lo.
Fiz isso com muita mágoa e alguma contradição. Tudo em mim dizia que se eu algum dia tivesse de enveredar pela via do suborno, nunca devia ser para obter de um terceiro uma coisa que me pertencia de facto, porque, neste caso, o direito estava tão torto ou mais do que o arrocho de um burro mirandês. Ainda com a agravante de ser um suborno incompleto. Efectivamente, nem o pobre do homem nem eu nos sentimos verdadeiramente realizados enquanto corruptos. Um porque não teve qualquer vantagem económica e, para colmatar a sua sensação de frustração, ele até apelidou o nosso trato como um acordo regido pelo bom senso que a gente da capital não tinha mostrado, enquanto ele, um pobre carteiro tinha ido tão longe. E eu sentia-me igualmente uma merda pelas mesmas razões.
Mudando um bocado de assunto, não vale a pena mexer nas açucenas. Lírios teriam mais a ver connosco, os líricos do campo. Mas não faz diferença. Afinal somos um blogue de brincar e serem umas flores ou outras a alindar a nossa casinha não faz diferença nenhuma. Talvez ainda pergunte a opinião ao carteiro cá da rua!...
Bom, passados os oitos dias da praxe e depois do meu gesto ignóbil de corruptora ativa, um dia vou encontrar na caixa do correio um envelope do RNPC, com o meu nome mas com a menção do nº 231.
Fiquei zangada, confesso, e logo aí a esperança da minha amizade com o RMPC se desvaneceu por completo. Depois de tantas cartas para cá e para lá como as cestinhas de S. Pedro da Cova, nada tinha adiantado e eu continuava na minha solidão de blogueira afastada dos meus amigos pelas circunstâncias infames que aqui vos deixo.
Foi quando decidi transformar os meus amigos na minha DECO privativa, o meu muro de lamentações e o meu pacote de lenços de papel.

Agora tenho um cartão que, para além de me deixar levantar o dinheiro do condomínio num banco, não dá para mais nada. Nem sequer me permite abrir uma conta noutro. Fartámo-nos de pagar despesas a uma entidade bancária e agora queremos ir para outra, ajudá-la a lucrar. O novo banco, depois de exigir comprovativos de morada do condomínio e NUIPC do mesmo, ao verificar que a morada das facturas da água e da luz não é aquela que está no cartão mandou-nos dar uma volta.
E eu vim para aqui, escrever, ponderar e refletir, em suma acalmar, antes de, junto de um dos ministros que agora andam nas bocas do povo, o da Justiça e o da Administração Interna, pedir a sua intervenção para o arredondamento dos bicos a este caso.
Mas talvez não seja ainda tempo. A barraca das Eleições Presidenciais e a da velhinha que esteve oito anos “enterrada” dentro de casa ainda estão demasiado frescas. O melhor, enquanto não acalmo, é dizer os palavrões que me vierem à cabeça.
A começar talvez por este:
─ Que país filho da puta, porque se disser o mesmo de certa gente vou ter problemas.










Bloco de Esquerda expulsa militante

 "A Mesa Nacional do Bloco de Esquerda aprovou no passado sábado a expulsão do partido de João Pereira, eleito em 2009 vereador na Câmara Municipal de Olhão e líder naquela concelhia, uma decisão que é pioneira entre os bloquistas." (JN/on-line)

Querem ver que o cartão do João vai parar ao Rato?

Investigar e Intervir


Ontem, meti um dia de férias, e passei o dia na faculdade num evento muito interessante, Investigar e Intervir.

Tratou-se de recuperar e divulgar determinadas teses de mestrado no âmbito das ciências sociais e humanas (Ciências da Educação) que costumam ficar na biblioteca, disponíveis apenas ao pessoal académico que se der ao trabalho de consultar, acabando, assim, por não ter o impacto que deveriam ter se fossem conhecidas do grande público.

Respondi ao desafio, que foi aceite e, ao longo do dia, foram apresentadas 30 teses. A minha, como devem saber, debruçou-se sobre a inclusão/reintegração social de ex-reclusos. Para isso, entrevistei reclusos reincidentes no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo.

Para quem achar que os presos estão bem presos e que se lixem... aqui vos deixo a parte final da minha apresentação, o pensamento de um grande homem, Paulo Freire (1921-1997).
Ao reconhecer que, precisamente porque somos humanos e nos tornamos seres capazes de observar, de comparar, de avaliar, de escolher, de decidir, de intervir, de romper, de optar, nos fizemos seres éticos e se abriu para nós a probabilidade de transgredir a ética, jamais eu poderia aceitar a transgressão como um direito, mas como uma possibilidade. Possibilidade contra a qual devemos lutar e não diante da qual cruzar os braços.

Mas, não é bem pela especificidade da minha tese que aqui venho, mas pela polémica geral do dia que se gerou à volta da questão do Ensino Superior e do processo de Bolonha.

Assim, perguntei lá e pergunto-vos: Será que o papel da universidade deve estar ao serviço do mundo do trabalho ou (simplesmente...) ao serviço do MUNDO?

Cada vez mais a educação superior está sujeita a pressões utilitárias, economicistas, que no entender da maioria presente no evento, acaba por atrapalhar a verdadeira missão da UNIVERSIDADE, com os seus prazos, avaliações, enfim, numa pressa em licenciar pessoas...

Veijios

Os camelos levantaram-se

 

O Povo deitou os  camelos

Da sua consciência
Na Praça Tahrir,
Durante dezoito dias deitados
A dormir ao relento
Até que aurora de liberdade
Entrasse pela praça dentro.
Conseguiu.

O opressor foi-se embora,
Os camelos levantaram-se!

 

Agora ficou o aviso

A qualquer faraó
A qualquer algoz
Que no devir
O Povo quer fazer ouvir sua voz
Contra as caravanas da corrupção
Da opressão,
Por mais oásis de liberdade,
Por mais pão.

Os camelos levantaram-se
E caminham de pé,
Livres.

Nos desertos de liberdade,
Outros camelos
Esperam sentados,
Com fé.
...............xxxxxxxxxxxx...............
Autor: Silvino Taveira Machado Figueired
Gondomar-Portugal

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A sede do CDS/PP sem Portas

                                                                     KLICA PRAMPLIAR

Não, as portas não foram roubadas, des confio que vai mudar o senhorio.

Parece que o futuro de Pedro Passos Coelho já era.

Tudo nos diz que o PSD fugirá (com o dito) à moção de censura do Bloco de Esquerda, ao esquivar-se o actual líder fará favores a muita gente, ao Governo, a Cavaco Silva, e aos do costume do velho PPD que com esta atitude ganham mais uma razão para descartarem o “menino sem tempo”.

Poética flexão política.


Poética flexão política. 

Do que escrevo há quem goste
E também não!

Do que penso há quem goste
E tembém não|

Do que faço há quem goste
E também não!

Do que digo há quem goste
E também não!

Do que como há quem goste
E também não!

Do que bebo há quem goste
E também não!

Há quem goste como beijo
E também não!

Ainda bem que há divisão,
Mas,
Atenção que eu ainda não disse tudo,
Eu também tenho umbigo
E de mim sou crítico
Em qualquer altura faço o contrário do que digo!
Ando a treinar para político!
..........xxxxxxxxx................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque
Gondomar-PORTUGAL

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ancoradouro de pássaros

Até a minha modista, que mora longe, sabia mais da obra do que eu , a viver perto. Desde Cacia até ao Porto de Aveiro, nove quilómetros no total, com mais quantos dentro do porto, tinha de estar concluída até ao final do ano de 2009, sem mais. Incluindo as avenidas rasgadas que dariam um ar mais desempoeirado a uma cidade pouco maior do que uma aldeia. Em parte dela falta o saneamento! …
Isto da linha e da conversa com a minha modista já tem muito mais de um ano, pois claro.
Pensei, então, Talvez não esteja pronta, mas oxalá que sim. E, se assim for, pela primeira vez em Portugal um empreiteiro cumprirá os prazos previstos sem recorrer às manobras dilatórias e às obras a mais que tanto têm dado cabo do erário público.
Depois, dizia ela, os comboios circulariam na linha como cobras longas, com o dorso carregado de mercadorias e de um lado para o outro, entre Aveiro e Cacia, vice-versa e o resto do mundo. Junto ao terminal de carga e descarga do porto deixaria de haver então aquela interminável fila de camiões aguardando vez, poluindo no seu vai e vem pelo asfalto a atmosfera e arrancando mais um pedaço ao esfarrapado buraco do ozono.
Numa terra onde vim parar por mero acidente e de onde espero abalar o mais depressa possível, dei comigo a imaginar um comboio encavalitado na nova estrada de ferro, trazendo e levando tudo e mais alguma coisa: madeiras da Austrália, gelo do Pólo Norte, bacalhau da Noruega, tomates de Espanha, carros da Alemanha e França e não sei mais o quê do Reino Unido e dos USA. Mas foi mesmo e só imaginação porque dos comboios para o desenvolvimento estratégico da região nem cheiro, nem visão, nem andamento, nem orquestra, nem sinfonia,  nem nada.
A linha, essa, mesmo antes de estar concluída, já apresentava os primeiros sinais de corrosão, na ferrugem agarrada aos alicerces de ferro e betão, nos carris que correm lado a lado com a A25, que depois de ver acrescentado um 2 ao 5 e após a mudança de nome de IP5 para auto-estrada, foi onerada não sei com quantos arcos portageiros. Não sei porquê, pois se a via já cá estava há tanto tempo, para quê terem-se metido com ela agora e assim desta maneira tão onerosa?
E eis uma bela construção de 9 km, com uma grade do lado do mar e das salinas de outro tempo, mortas e enterradas, luzindo ao sol do fim do inverno no seu azul turquesa e sem outra serventia que não seja ter-se transformado em ancoradouro de pássaros. Gaivotas, para ser mais precisa…
E eu que já gostava de gaivotas passei a gostar ainda mais delas. Quanto mais não seja porque numa coisa caríssima que ao longo de um ano não tem tido utilidade para coisa nenhuma, ao menos elas conseguiram achar-lhes a verdadeira vocação de ancoradouro, o Meu Ancoradoura de Pássaros e primeiro post do nosso blogue coletivo.
Ah! e perdoem-me lá,  mas não sei quase nada do acordo ortográfico. E também nada  sei de fotografia para colocar aqui o retrato das personagens desta minha pequena crónica.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

GNR (Brigada de Trânsito) vai começar a apreender carros de devedores ao fisco

 Tadinho do senhor doutor, vai começar a andar de transportes públicos.

Boa senhor Silva


Acho muito bem, então os senhores doutores iam ficar sem prendas e aqueles "congressos" no estrangeiro patrocinados pelos laboratórios?

Erótico

Erótico

Eros visitou minha Psyque,
Nela mostrou tua imagem
Pela frente
Por trás e de lado.
Depois, tu,
Ali deitada,
De pernas abertas,
Joelhos ao alto,
Da altura dum abismo!
Lá em baixo um prado de relva alta,
Então Eros disse:
-“Salta”
Eu não trazia paraquedas
Nem fazia paraquedismo!

Desci agarrado aos parapeitos,
Às reentradas nos meios
E parei, cheio de anseios,
Até que cheguei ao prado.

Ofereci-lhe um gelado,
Ela arregaçou o papel,
Começou a chupar,
Abelhas adejavam no ar,
Depois,
Depositei meu mel no favo,
Acordei.

Ela,
Enroscada,
Ressonava a meu lado!

Levantei-me,
Tomei o pequeno almoço,
Com um simples pão,
Insosso e sem doçuras barrado,
Chegando à conclusão
Que a comida com que se sonha
Nem sempre é refeição!
..................xxxxxxxx....................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque,
sócio da Sociedade Portuguesa de Autores, nº 15727)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Atenção, importante!!!

 O Orçamento do Estado para 2011 vem introduzir alterações significativas em matéria fiscal e no caso dos documentos de despesas com saúde, educação, formação, com lares, etc., vem acrescentar o nº 6 ao Artº 78º do CIRS, cuja alínea b) tem a seguinte redacção, relativa às condições para serem aceites deduções à colecta:

b) Mediante a identificação, em factura emitida nos termos legais, do sujeito passivo ou do membro do agregado a que se reportem, nos casos em que envolvam despesa.

A partir de 1 de Janeiro de 201 tem de se pedir as facturas ou recibos para os tipos de despesas atrás mencionadas em nome e com o numero de contribuinte da pessoa que faz a despesa ou utiliza o serviço, quer seja o sujeito passivo ou membro do agregado familiar, (descendentes ou ascendentes).
Assim, quem tem filhos, mesmo os recem nascidos, deverá de imediato requerer o seu numero de contribuinte para que possa deduzir as despesas com ele incorridas, já que as facturas tem de vir em seu nome e com o respectivo NIF. Na declaração de rendimentos anual é também obrigatório o NIF de cada membro do agregado.
Rematando, não podemos continuar a ter facturas de farmácias, médicos, educação, etc., com o nome do destinatário e o NIF em branco, para posterior colocação destes dados. Tem que fazer parte do preenchimento correcto da factura ou recibo pela entidade que os emite, até porque serão objecto de controlo cruzado pelos serviços de fiscalização da DGCI.
 Como já estamos quase no final de Janeiro, e não sendo um tema que seja muito publicitado, e perceptível pela maioria das pessoas, é  muito importante que passemos a mensagem para evitar situações  desagradáveis quando os contribuintes se defrontarem com os problemas  na altura da apresentação da declaração de rendimentos em Março de  2012

E agora Obama?

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Lacão deslaca P.S.

LACÃO DESLACA  P.S.

Eis que um só ministro é mais socialista que o P.S.!
Logo que  Jorge Lacão, Ministro do Governo para os assuntos parlamentares, falou na redução de 230 para 180 deputados, previstos na Constituição, eis logo um credo,  um abrenúncio, um vade retro de Francisco Assis; lider parlamentar do P.S!
“Jamais” como diria  Mário Lino!

Neste período de crise, em que Portugal tem demonstrado ser  “Empresa pública com prejuísos crónicos”, quando alguém fala em cortar aqui e ali, logo os bem instalados pensam: “Pois pois. Deve-se cortar aqui e ali, menos a mim”.
Isto aplica-se à redução de vencimentos, de freguesias, de concelhos e suas mordomias.

Pegando no exemplo espanhol, com uma Câmara de 350 deputados para 40 milhões de espanhóis, o que dá pouco mais de 113 mil a cada deputado, comparados com os nossos 230 deputados para representaram 10 milhões de Portugueses, o que nem 50 mil toca a cada um! além de ganharem mais umas centenas de euros que os deputados espanhóis! Com que então, acham que está bem assim?! A representarem menos e a ganharem mais?

Força Jorge Lacão. Toca a deslacar o P.S.
Avante com menos deputados da nação!
O Partido Socialista pode não querer, mas o Povo aprova. Se tiverem dúvidas perguntem.
...................xxxxxxxxx......................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

Depois dizem que os do Norte são malcriados


A CP criou um bilhete especial para famílias e convida-o a aproveitar esta oportunidade. Ao fim-de-semana viaje de forma rápida e confortável nas Linhas de Sintra, Cascais, Azambuja e Sado e passe um dia diferente.
Quando:
Todos os fins-de-semana ou feriados nacionais, em todas as linhas dos Comboios Urbanos de Lisboa.
Como:
  • O carregamento do título é efectuado no cartão Viva Viagem. Cada Cliente terá de adquirir ou ser portador de um Viva Viagem.
  • O bilhete especial para famílias implica que cada um dos 3 a 9 elementos do grupo viaje com o seu próprio Viva Viagem.
  • A venda, utilização e validação só poderá ser efectuada aos fins-de-semana ou feriados nacionais.
  • O título é válido por um dia, para um número ilimitado de viagens, no dia em que for validado e no percurso escolhido nas Linhas de Sintra, Cascais, Azambuja e Sado.
  • A validação é obrigatória, antes de iniciada a 1ª viagem.
  • Venda exclusiva nas bilheteiras das estações dos comboios Urbanos de Lisboa.
A quem se destina:
Famílias de 3 a 9 pessoas, pertencentes ou não ao mesmo agregado familiar, que viajem em conjunto (mínimo 1 adulto).

A CP não é uma empresa portuguesa?

E os do norte carágo?

O Rolex

Esta história identifica de modo muito claro a que ponto chegou a mentalidade de muitos responsáveis deste pobre país a quem confiámos as rédeas do nosso destino.
Avelino recebeu como prenda de aniversário um belo relógio em ouro pago com dinheiro das freguesias do concelho de Marco de Canavezes. Avelino acha que foi um ato perfeitamente legal já que foi decidido pelas juntas de freguesia. Ele diz que não sabe porque razão os autarcas vão ser julgados.
Tudo isto se passou no dia do seu aniversário que não se sabe bem se foi em janeiro ou em novembro dado que a data que consta no bilhete de identidade parece ser falsa. Como era o último ano do seu mandato (2005) deu uma festinha e convidou alguns autarcas.
Todos sabemos que quando somos convidados para um evento deste tipo devemos sempre levar qualquer coisa para oferecer ao aniversariante. Se for uma senhora fica bem oferecer um belo ramo de flores, para um cavalheiro talvez um vintage de boa marca, por exemplo.
Não me custa nada imaginar a cara de espanto do Sr. Presidente quando abriu o embrulhinho com o belo “clock” de 18 quilates.
- Oh! Oh!... Mas que surpresa mais agradável!?
Sim, porque segundo ele próprio afirma, não sabia de nada. Nem sequer sabia que ia receber uma prenda. Parece que a imprensa já estava informada, mas ainda hoje não se sabe quem deu com a língua nos dentes. Tendo a atribuição das verbas sido decidida pelas juntas de freguesia o Sr. Presidente acha que tudo está conforme com a legalidade.
Mas o mais interessante é o uso do velho hábito de perguntar “qué dele os outros?” para tentar justificar ou pelo menos amenizar o crime cometido. Então mete os exemplos de Sampaio e Catroga que acham não ser peculato aceitar prendas. Pagas com dinheiro do erário público?
Ah! Pois! Um Rolex de 15 mil euros? Caramba, ainda se fosse uma casa?
Claro que se fosse um automóvel utilitário também não estava mal.
E um Breguet Pocket Watch como o da figura que dava para comprar duas casas? Seria melhor?

Nota: Dei-me ao trabalho de verificar que Marco de Canavezes tem 29 freguesias e parece que só 26 contribuíram para o presentinho, donde posso legitimamente concluir que houve freguesias dissidentes, isto é, não sacaram 500 euros do erário público. No País onde reina a falta de ética e a ilegalidade proponho que sejam julgados e condenados os únicos resistentes.
Mata

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O 'GRANDE' MÁRIO SOARES !!!

(artigo de uma jornalista de esquerda!) Clara Ferreira Alves, no Expresso) Tudo o que aqui relato é verdade. Se quiserem, podem processar-me. Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua. A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris. A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização. A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia. A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiencia governativa. A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros. A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers".. A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo. A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública evencer as eleições presidenciais. A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais. A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial. A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio. A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial. A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado. A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse transportando de diamantes, no dizer do então Ministro da Comunicação Social de Angola). A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros). A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal, aproveitando para dar uma voltinha de tartaruga. A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa. A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica. A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande. A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo. A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras. A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho. A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos. A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa. A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente. A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares. A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria. A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares. A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema. A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine. A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse. A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais mais uma vez. A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista. A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista. A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas. No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai. Vai.... e não volta mais. Clara Ferreira Alves Expresso Tendo a implementação da Democracia em Portugal mentores como Mário Soares, não admira que a versão instalada no país esteja obsoleta. O sistema precisa, urgentemente, de uma profunda renovação, ou seja, de novos protagonistas. Obrigado, Clara.

O Ano do Coelho

Atenção! Muita atenção!
Amanhã começa o Ano do Coelho, segundo o calendário chinês.
Ponham os olhos na Madeira.
Jardim, que em tempos pretendia expulsar os chineses da Ilha, vai agora enfrentar a fúria dos deuses de olhos em bico.
O representante de Oxum na Terra, já se encontra na Ilha e promete provocar ataques de azia a Jardim, durante este ano. Como o ano anterior foi o Ano do Tigre, por isso muito feroz, espera-se um início calmo que contudo recrudescerá até atingir o pico máximo lá para o verão.
“A influência do ano do coelho tende a atrapalhar ou estragar os momentos de mais conforto despertando, ressaltando e relevando a eficácia e o sentido do dever”, reza o horóscopo.
Depois veremos.
A.M.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cavacada

Que tal uma aula de catequese sobre o menino que está nas palhinhas de Belém?
Vá, copiem os bons exemplos.


 http://www.youtube.com/watch?v=K3T3g_e4RN0 <http://www.youtube.com/watch?v=K3T3g_e4RN0>

Inspiração

A inspiração não se ensina.
Não é o desejo que faz aparecer uma fonte de água cristalina no deserto.
A fonte; a inspiração já existe dentro de nós, só que muitas vezes não encontramos a chave para abrir a torrente da criação que existe, reprimida! A chave pode ser um beijo, um desejo, uma onda a beijar a fímbria da praia com o mar, pode ser a angûstia do esperar, o vento a sibilar, trovões a ribombar. Pode também a pena criticar ou louvar quem nos governa- A inspiração não tem limites; tanto pode ser ribeira correndo em estreito curso como transbordar até parecer largo mar, com variada profundidade!
A inspiração sofre as influências do clima.
Tanto pode explodir com o calor com congelar com o frio.
Enfim, a inspiração também serve para respirar!
Cumprimentos  do Figas