Ora, como os "Rascas" foram encolhendo e tomaram o nome de Não Te Rales, não admira o abate da frota pesqueira portuguesa. Este escapou, para prova de museu!
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domingo, 20 de novembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
Onda
Sou onda vertical,
em mim surfam sentimentos,
ando por oceanos,
afogo mares d'enganos,
espraio-me por praias tropicais,
não sou o que pareço,
bato, furiosamente,
em rochas resistentes,,
entro em grutas de luzes
e sombras, de vários matizes,
onde vivem neptunos felizes!
Muitas vezes,
desfaço-me em horizontes macios,
deixo de ser onda, por mares ondulando
e sou ancoradouro de navios,
versátil, mas nem sempre navegável!
A terra é minoria,
mas maioria de toda a mágoa,
felizmente, sou onda
com 70% d'água,
onde boiam,
surfam destroços d'um navio,
com 30% d'ossos,
que, embora só destroços,
são lastro do meu corpo,
que vogam na crista da onda!
Por vezes,
levanto nas asas duma gaivota,
nas asas duma pomba,
faço a vontade ao vento,
vou pelos pontos cardeais
e colaterais,
desço na maré vaza,
na maré cheia junto-me às demais,
mas, quando fico macia,
de barriga para baixo,
vem muito pescador até mim,
fazem-se cócegas com seus anzóis,
apanham peixes,
do céu, dos sóis apanho raios e feixes,
à noite apanho luares!
Por sois e luas apanhado,
fico sem saber se montar
em gaivotas ou em pombas!
Compreendam,
sou onda...
e faço ondas!
..................xxxxxxxxxx..................... ...
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Par de jarras
Um par de jarras
Desde que conheço a casa
Elas lá estão,
Uma no centro do mesa,
Outra num móvel do corredor,
Cada uma sempre enfeitada,
Cada uma com seu odor,
Que lindas são!
Quem as vê
Não sabe escolher,
Fica pelas duas enlevado
Pelo arranjo de flores
Nelas realizado,
Ora numa cravos,
Ora noutra são rosas,
Às vezes são coroas,
Por vezes gladíolos,
Zínias, Cécias,
Lírios, Orquídeas
Misturadas entre avenca
Ou outro género de verde,
Mas daquele par de jarras
Nenhuma nunca vazia esteve!
A dona,
Muito perfecionista,
Dava uma boa florista.
Em cada semana,
É como na cama,
Faz as mudas
Com flores do seu jardim,
Felizmente que a florista;
-Minha conquista-
Só enfeita as jarras,
Mas ainda não a mim,
Mas, a prevenir,
Tem crisântemos no jardim!
Se eu for cremado,
Quero que seja com flores,
Para que o ar fique perfumado
Com o perfume de cardo.
.........xxxxxxxxx.....................
Autor: Silvino Taviera Machado Figueiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
Gondomar
Desde que conheço a casa
Elas lá estão,
Uma no centro do mesa,
Outra num móvel do corredor,
Cada uma sempre enfeitada,
Cada uma com seu odor,
Que lindas são!
Quem as vê
Não sabe escolher,
Fica pelas duas enlevado
Pelo arranjo de flores
Nelas realizado,
Ora numa cravos,
Ora noutra são rosas,
Às vezes são coroas,
Por vezes gladíolos,
Zínias, Cécias,
Lírios, Orquídeas
Misturadas entre avenca
Ou outro género de verde,
Mas daquele par de jarras
Nenhuma nunca vazia esteve!
A dona,
Muito perfecionista,
Dava uma boa florista.
Em cada semana,
É como na cama,
Faz as mudas
Com flores do seu jardim,
Felizmente que a florista;
-Minha conquista-
Só enfeita as jarras,
Mas ainda não a mim,
Mas, a prevenir,
Tem crisântemos no jardim!
Se eu for cremado,
Quero que seja com flores,
Para que o ar fique perfumado
Com o perfume de cardo.
.........xxxxxxxxx.....................
Autor: Silvino Taviera Machado Figueiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
Gondomar
domingo, 24 de julho de 2011
É tudo tão macábrio!
Como não consigo pôr, como como comentário, no artigo sobre o Macário,
digo que é tudo tão macábrio.
Felizmente que temos um PSeguro
digo que é tudo tão macábrio.
Felizmente que temos um PSeguro
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Olhos e bocas buscantes!
Passo por eles
Passo por eles,
Eles são muitos,
Mesmo muitos,
Com rostos variados,
Com bocas e olhos buscantes!
Todos têm identidade,
Mas eu não os conheço,
Preservam sua privacidade,
Têm esse direito,
Está na Constituição,.
Mas a Constituição não tem restaurantes!
São muitas as bocas
E olhos por pão buscantes,
Estendendo a mão à caridade,
Mas escondendo a identidade,
Apenas gente,
Que talvez conheça o Presidente
Que zela pela Constituição,
Mas a Constituição não tem restaurantes
Nem a Assembleia dá ceia
A olhos.............e bocas
Buscando pão!
E são muitos, mesmo muitos,
Mas os deputados
Não são nossos criados,
Não servem à mesa,
Estão apenas ocupados
A comer de bons ordenados
As boas sobremesas,
Depois arrotam leis,
Que vós bem sabeis,
E que vos levam à rua,
Com bocas e olhos por pão buscantes,
Direito que está na Constituição,
Mas a Constituição não tem restaurantes,
E a Assembleia só tem deputados enfartados,
Que, de vez em quando, arrotam esperança
De que, um dia,
Todos encherão a pança!
Esperem, como eles, sentados!
...........xxxxxxxxxx................................
Autor deste original:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Ao Pedro
Ao Pedro
Com seis dias de vida,
no dia de "Corpo de Deus",
foi a primeira vez que
meu último neto
-com ele já são cinco-
que veio à casa dos avós;
à Casa dos Costas,
mostrar-se aos seus,
o seu corpo,
e muitas mais vezes virá,
oxalá.
Crescerá,
olhando a vida de frente,
e como seu nome é Pedro,
além da ajuda dos Costas
terá seu santo a ajudar,
para, -quem sabe?-
na vida ao céu chegar.
Basta fazer o Bem
com o nome que tem!
...........xxxxxxxxxx.....................
Com um beijo dos teus Avós
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Mixomatose
Cá para mim, se o Coelho ganhar as eleições, depressa teremos Portugal, transformado numa coelheira com mixomatose, com ou sem sem portas. A chamada mixomatose, ataca também as partes genitais e as orelhas, ou seja, vamos ter um coelho mouco e andará , por aí, a mictorar pelos cantos do País. Ah, isto se não comer pepino ou se for à Alemanha falar com a Angela! Estamos feitos ao bife!
domingo, 29 de maio de 2011
Quem entortou que endireite.
A oposição acusa que foi este Governo, nomeadamente, Sócrates, que entortou Portugal e que o levou quase à bancarrota, seja por efeitos colaterais externos ou incapacidade interna de criar defesas contra os estragos financeiros e económicos!
A situação foi-se degradando até ao ponto do Governo gritar:
-“Aqui d’El-Rei, ajudem-nos”.
E lá veio a “troika”, que redigiu o programa da regeneração financeira e económica para o País. A oposição ficou toda contente por ter derrubado o Governo e provocado eleições, como se um governo do P.S.D. fosse a solução para o estrangulamento financeiro, que durará décadas em Portugal! Caso o P.S.D. seja Governo lá virá o choradinho de que a culpa é do P.S., que deixou Portugal neste estado e que nada pode fazer senão cumprir as dolorosas medidas impostas pela “troika”. O melhor é castigar Sócrates, elegendo-o, para ele endireitar o que entortou. Ele sabe bem onde errou!. Além disso, não é conveniente que o Governo seja do Coelho, porque. como sabem. há época de defeso de atirar ao coelho e Portugal não pode parar!
.............................................xxxxxxxxxxxxxx..................................................
Autor: Silvino Taveira Machado Figuiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
A situação foi-se degradando até ao ponto do Governo gritar:
-“Aqui d’El-Rei, ajudem-nos”.
E lá veio a “troika”, que redigiu o programa da regeneração financeira e económica para o País. A oposição ficou toda contente por ter derrubado o Governo e provocado eleições, como se um governo do P.S.D. fosse a solução para o estrangulamento financeiro, que durará décadas em Portugal! Caso o P.S.D. seja Governo lá virá o choradinho de que a culpa é do P.S., que deixou Portugal neste estado e que nada pode fazer senão cumprir as dolorosas medidas impostas pela “troika”. O melhor é castigar Sócrates, elegendo-o, para ele endireitar o que entortou. Ele sabe bem onde errou!. Além disso, não é conveniente que o Governo seja do Coelho, porque. como sabem. há época de defeso de atirar ao coelho e Portugal não pode parar!
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Autor: Silvino Taveira Machado Figuiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
terça-feira, 26 de abril de 2011
Porreiro, pá, temos um nobre foleiro!
Era nobre,
muito nobre,
mas faltava-lhe um Castelo,
mesmo que fosse um foleiro,
pediu um ao Passos Coelho,
que lhe disse:
então,vais tê-lo,
vou falar ao presidente dos foleiros,
mas primeiro tens que ir na lista de deputados,
mas olha com o Sócrates
aliados aos rapazes da luta,
o Castelo podes nem vê-lo,
e se não te agradar o lugar de deputado,
vai chatear para outro lado!
e não te admires
se em vez de nobre
te chamarem f. d. p.
............xxxxxxxxxxx.........................
Figas
muito nobre,
mas faltava-lhe um Castelo,
mesmo que fosse um foleiro,
pediu um ao Passos Coelho,
que lhe disse:
então,vais tê-lo,
vou falar ao presidente dos foleiros,
mas primeiro tens que ir na lista de deputados,
mas olha com o Sócrates
aliados aos rapazes da luta,
o Castelo podes nem vê-lo,
e se não te agradar o lugar de deputado,
vai chatear para outro lado!
e não te admires
se em vez de nobre
te chamarem f. d. p.
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Figas
sábado, 16 de abril de 2011
O FMI não quer ser cravado!
O FMI NÃO QUER SER CRAVADO
Quem ajudou a combater mouros
Um condado herdou,
Seu filho, para conquistar Lisboa
Teve ajuda de cruzados,
Foi tudo à espadeirada
Para monaquia ser alargada, para sul,
Para ter mais céu azul!
Mas, para manter a independência,
Já em Aljubarrota,
Vieram mais ingleses, em sua frota,
Ajudar-nos a ser portugueses,
Não espanhóis,
E os mesmos ingleses,
No tempo de Napoleão
Tornaram a segurar a nação,
O reino ficou mias seguro
E eles garantiram bebedeiras do maduro
Do país, que por mares já se tinha estendido
E enriquecido,
Não com trigo nem indústria,
Mas com a riqueza das especiarias,
Do açucar, do café, do cacau.
Com o ouro da mina,
Os reis não desenvolverem o o País,
Mas fizerem Batalhas,
Jerónimos e Mafras em cada esquina!
Nossos reis foram sempre gastadores,
Da pompa imitadores,
E mesmo após a República
Continuou a mesma farra,
Sem ninguém saber tocar guitarra!
Quem sabia era um ditador,
Mas com 40 anos no poder sentado,
Dizendo que Angola era nossa,
Deu com as costas no sobrado!
Veio o 25 de Abril,
Portugal pensou que era do baril!
Mais tarde até foi bué de fixe!
Nos jardins havia cravos,
Que foram as balas dos soldados
Houve alegria e farra
À grande e à francesa!
As couves vinham de Bruxelas
O trabalho que se lixasse!
Havia sempre quem pagasse,
Quem subsidiasse
Até que Portugal descobriu
Que havia um senhor; o FMI,
Que foi chamado aqui,
Para nos dar uma mãozinha,
Para nos endireitar as costelas,
Mas teve que vir outra vez,
Porque os Portugueses
Estavam outra vez nas lonas
E outra vez cheios de mazelas!
Agora, novamente,
Pela terceira vez,
O FMI está aqui!
Desta vez nem se vai festejar o 25 de Abril,
Porque, haver cravos há,
Mas o FMI para cravos dinheiro não dá,
Não querem ser cravados!
Para uma Revolução
Já não há soldados,
A maioria está na reserva
Com recibos verdes na mão,
Que com eles fazem balas de papel,
Porque para balas a sério não ganham,
Nem para pão!
Mas, para princípio de guerra,
Pode-se, para começar,
mandar o FMI à merda.
O que é preciso é inventar novas palavras,
Novos gritos,
Novas atitudes,
Para defender a nossa terra,
O nosso mar!
Sim,
nós somos heróis do mar,
Heróis do dever,
Heróis no pagar!
Heróis de andar de pé,
Mas não no rastejar!
Se preciso for, todos,
Mesmo todos,
Desta vez dividem uma sardinha por três!
Depois que se lixe!
Não importa que fechem os ginásios.
Ficaremos todos na linha!
Desde que haja uma sardinha
Para cada português dividir por três!
Portugal voltará a ser bué de fixe!
..................xxxxxxxxxx...........................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint piere de lá-buraque)
16/04/2011
Quem ajudou a combater mouros
Um condado herdou,
Seu filho, para conquistar Lisboa
Teve ajuda de cruzados,
Foi tudo à espadeirada
Para monaquia ser alargada, para sul,
Para ter mais céu azul!
Mas, para manter a independência,
Já em Aljubarrota,
Vieram mais ingleses, em sua frota,
Ajudar-nos a ser portugueses,
Não espanhóis,
E os mesmos ingleses,
No tempo de Napoleão
Tornaram a segurar a nação,
O reino ficou mias seguro
E eles garantiram bebedeiras do maduro
Do país, que por mares já se tinha estendido
E enriquecido,
Não com trigo nem indústria,
Mas com a riqueza das especiarias,
Do açucar, do café, do cacau.
Com o ouro da mina,
Os reis não desenvolverem o o País,
Mas fizerem Batalhas,
Jerónimos e Mafras em cada esquina!
Nossos reis foram sempre gastadores,
Da pompa imitadores,
E mesmo após a República
Continuou a mesma farra,
Sem ninguém saber tocar guitarra!
Quem sabia era um ditador,
Mas com 40 anos no poder sentado,
Dizendo que Angola era nossa,
Deu com as costas no sobrado!
Veio o 25 de Abril,
Portugal pensou que era do baril!
Mais tarde até foi bué de fixe!
Nos jardins havia cravos,
Que foram as balas dos soldados
Houve alegria e farra
À grande e à francesa!
As couves vinham de Bruxelas
O trabalho que se lixasse!
Havia sempre quem pagasse,
Quem subsidiasse
Até que Portugal descobriu
Que havia um senhor; o FMI,
Que foi chamado aqui,
Para nos dar uma mãozinha,
Para nos endireitar as costelas,
Mas teve que vir outra vez,
Porque os Portugueses
Estavam outra vez nas lonas
E outra vez cheios de mazelas!
Agora, novamente,
Pela terceira vez,
O FMI está aqui!
Desta vez nem se vai festejar o 25 de Abril,
Porque, haver cravos há,
Mas o FMI para cravos dinheiro não dá,
Não querem ser cravados!
Para uma Revolução
Já não há soldados,
A maioria está na reserva
Com recibos verdes na mão,
Que com eles fazem balas de papel,
Porque para balas a sério não ganham,
Nem para pão!
Mas, para princípio de guerra,
Pode-se, para começar,
mandar o FMI à merda.
O que é preciso é inventar novas palavras,
Novos gritos,
Novas atitudes,
Para defender a nossa terra,
O nosso mar!
Sim,
nós somos heróis do mar,
Heróis do dever,
Heróis no pagar!
Heróis de andar de pé,
Mas não no rastejar!
Se preciso for, todos,
Mesmo todos,
Desta vez dividem uma sardinha por três!
Depois que se lixe!
Não importa que fechem os ginásios.
Ficaremos todos na linha!
Desde que haja uma sardinha
Para cada português dividir por três!
Portugal voltará a ser bué de fixe!
..................xxxxxxxxxx...........................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint piere de lá-buraque)
16/04/2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Abraço fraterno ao FMI
Um abraço fraterno ao FMI e aos seus amigos, que não vão em futebóis, e que sem sem eles não teríamos carcanhóis. O que nos vale é a nossa veia de "descobridores"! Descobrimos sempre a quem sacar!
Com todos estes treinadores amigos ainda vamos ser campeões!
Praagor estão-nos a ensinar a jogar à defesa!
FigasAbraço
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Missão
Missão
Dizem que Deus nos dá uma missão.
Levantei-me,
Estava um dia de sol,
Um céu azul,
Olhei para ele e perguntei:
Então Deus, que temos hoje?
Estava um pouco de vento,
Virei-me a favor e contra.
Com muita atenção
Olhava o céu, mas não ouvia nada,
Talvez Deus ainda não se tivesse levantado,
Ou andava entretido a ver as estrelas
Que se tinham fundido.
Ou estava, com a boca cheia, a comer flocos,
Ou no barbeiro, a cortar aquelas eternas barbas!
Bem, hoje é dia de folga, pensei,
Lavei-me,
Vesti-me,
Perfumei-me,
Sim porque Deus quer um Homem
De corpo e cara lavada
E que cheire a alma santificada!
Tomei o pequeno-almoço;
Leitinho com café
Que é o que nos salva,
Pelo menos é o que diz o Sr. Abade,
Depois pus-me de pé
Peguei na chave e fui à caixa do correio,
Ena pá, tantas cartas!
Pagar a água,
Saneamento,
Resíduos sólidos
Lixo,
Pagar a luz,
Pargar o IMI
O meu Deus,
Até que enfim que tenho uma missão a cumprir,
Estou mais aliviado,
Deus seja louvado.
A última carta
Dizia que a minha reforma diminuia!
Ai meu Deus ,
Da próxima missa não levais nada!
A crise também tem de chegar à sacristia!
Acendei as estrelas fundidas
Para melhor alumiar o caminho
E fugir do FMI
Que nâo me paga o IMI!
Fico por aqui.
....................................xxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxx......................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
Dizem que Deus nos dá uma missão.
Levantei-me,
Estava um dia de sol,
Um céu azul,
Olhei para ele e perguntei:
Então Deus, que temos hoje?
Estava um pouco de vento,
Virei-me a favor e contra.
Com muita atenção
Olhava o céu, mas não ouvia nada,
Talvez Deus ainda não se tivesse levantado,
Ou andava entretido a ver as estrelas
Que se tinham fundido.
Ou estava, com a boca cheia, a comer flocos,
Ou no barbeiro, a cortar aquelas eternas barbas!
Bem, hoje é dia de folga, pensei,
Lavei-me,
Vesti-me,
Perfumei-me,
Sim porque Deus quer um Homem
De corpo e cara lavada
E que cheire a alma santificada!
Tomei o pequeno-almoço;
Leitinho com café
Que é o que nos salva,
Pelo menos é o que diz o Sr. Abade,
Depois pus-me de pé
Peguei na chave e fui à caixa do correio,
Ena pá, tantas cartas!
Pagar a água,
Saneamento,
Resíduos sólidos
Lixo,
Pagar a luz,
Pargar o IMI
O meu Deus,
Até que enfim que tenho uma missão a cumprir,
Estou mais aliviado,
Deus seja louvado.
A última carta
Dizia que a minha reforma diminuia!
Ai meu Deus ,
Da próxima missa não levais nada!
A crise também tem de chegar à sacristia!
Acendei as estrelas fundidas
Para melhor alumiar o caminho
E fugir do FMI
Que nâo me paga o IMI!
Fico por aqui.
....................................xxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxx......................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Cântico Socrático
“Vem or aqui”-
Diz-me o FMI, com olhos doces,
Estendendo-me maquia,
Achando que neste país de poetas
Uns milhões seria boa poesia
Quando me dizem:”Vem por aqui,
Nós somos o FMI.
Sócrates olha-os com olhos lassos.
Há neles vestígios de bafos de bagaços
e cruza os braços
E nunca quer o FMI.
A sua glória é criar humanidade,
Não precisar de ninguém.
Porque ele vive com o mesmo à vontade,
E sem vintem,
Com que nasceu de sua mãe!
Não, não vai pelo FMI,
Só vai por onde o levam os passos do Passos,
E se ao que ele quer (dinheiro)
Ninguém responde,
Porque lhe repetem vai ao FMI?
Prefere escorregar
Nos corredores lamacentos de S. Bento,
Redemoinhar nas eleições dos intentos,
Arrastar seus discursos sangrentos
A ir pelo FMI!
Se veio ao mundo,
Foi só para desflorar os BNP virgens
E desenhar seus pés em freeports inexplorados,
O mais que dizem não vale nada!
Como pois, seremos nós
Que lhe daremos machados, ferramentas e coragem
Para derrubar seus obstáculos?...
Corre nos Passos sangue velho dos avós,
E eleama o que é fácil,
O Sócrates ama o Longe e a Miragem,
Ama os abismos, as torrentes, os deserto...
Ide...
Tendes auto.estradas.,
Jardins, canteiros em rotundas.
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados de Roma e de Lisboa,
Eu tenho a minha loucura; coisa boa,
Mas que ninguém me compreende nem atura.
Mas levanto-a como um facho, a arder na noite escura,
E sinto raiva como nunca senti quando me falam no FMI,~
E espuma nois lábios quando oiço esses “sábios”
Eu e eu é que me guiam, mais ninguém,
Trodos tiveram pai, todos tiveram mãe.
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor entre o Governador e o governado!
Ah, que ninguém, me dê piedosas intenções,
Ninguém me obrigue a ir ao FMI pedir milhões,
Ninguém me diga “vai ao FMI”.
A minha vida é uma onda que alevantou,
É um átomo a mais que se animou,
Não sei por onde vou
Não sei para vou,
Mas nem que Passos me empurrem
Não vou pelo FMI!
.....................xxxxxxxxxxx.......................................
Com a minha homenagem ao José Régio (que muito admiro e respeito). Também acho qu ele não iria por ali.
Autor desta adaptação: Silvino Taveira Machado Figuiredo
Gondomar
sexta-feira, 25 de março de 2011
A viagem do Figas
Este texto é posto aqui, é por mera prevenção, pois tentei ligar pelo fixo e pelo tlm, mas não consegui nada. Pode ser a minha que leia da minha impossibilade antes das 09h40.
Olá Mata. Estou muito triste. A prevenir liguei á CP e de lá informaram-me que não amanhão haveria o Alfa que chegaria às 09h40 e que o Intercidades que chegaria aí às 10h58 também não seria certo. Sendo assim, não vou arriscar cenas do faz que vou mas fico. Desculpa lá, mas para outra vez será! Engraçado, que quando ia a pegar no tlm para te dar a triste nova, constatei que me tinham roubado o dito. Um desgraça nunca vem só! Olha, desejo-te que relaxes o melhor possível, que eu fico por cá "curtindo" a greve e o roubo do tlm. Cumprimentos à tua esposa e saúde da melhor para vocês. Um abração do Figas |
quarta-feira, 23 de março de 2011
Cai ou não cai Governo e que diferença hai?
Cai ou não cai? Se caír é rei morto E logo novo rei posto! Mas um Governo É como qualquer mosto, Que para dar bom vinho Tem de ser tratado com saber, Com gosto, com carinho, Não poder apanhar muito ar, Senão pode azedar! Azedado o do Governo já está! Precisa-se dum vinho novo, Duma nova colheita, Mas com os tratadortes que há Depressa terá maleita! Por isso é que Portugal; Terra de boa pinga, Nenhum Governo sabe fazer bom vinho, Embora em tempo de festa Abram boas garrafas, Mas das vinhas de qualquer partido, De qualquer Governo, Ao Povo só dão zurrapa, Que não presta! Podem mudar de tratadores, Tudo será como era, A vinha de qualquer partido Está cheia de filoxera! Mesmo que se mude de Governo Vem aí tempo de muita mágoa, O pão será pouco e pequeno E o melhor é beber só água Porque vinho, Que vier de qualquer partido De qualquer Governo, Se bebido, mesmo pouquinho, Pode ser mortal veneno! Mas cai ou não cai? Se caír ....digam-me a diferença que hai. ...........xxxxxxxxxxxxx............ Autor: Silvino Taveira Macado Figueiredo Gondomar
quarta-feira, 16 de março de 2011
Sócrates igual a Vasco da Gama!
Sócrates igual a Vasco da Gama!
Portugal, para estar mais seguro na Europa e não estar tão ameaçado pela anexação a Espanha, cedo pediu ajuda aos Ingleses e com eles fez a que é hoje a mais velha aliança do Mundo. País pobre, vivendo só da terra e das pescas, mas vendo, graças ao negócio das especiarias, vindas por terra, a prosperidade das cidades italianas, tendo o mar em frente e príncipes de ascendência inglesa, habituados à largueza dos mares, logo D.João II encetou a saga de descobrir novos mundos, mais negócios, mais fundos! Nisso estava a sobrevivência da Nação! Só que para desconhecidas rotas tornavam-e necessários serviços de bons pilotos para guiar a frota de Vasco da Gama, que teve mão forte contra a rebelião das tripulações, mas a sorte favorece os audazes e eis que ainda na viagem incerta, mas já na costa oriental arranjou pilotos árabes que o levasse ao porto final; Calecute.
Estava descoberto o caminho para a Índia e com ele a vinda das especiarias, que enchiam os Armazéns da Casa da Índia, em Lisboa, autêntico hiper-mercado, que depois abasteceria o norte da Europa, originando assim o enriquecimento da burgusesia portuguesa, desacelerando a italiana.
Depois deste intróito, Sócrates, actualmente comandante da frota portuguesa, em mar encapelado, procura dobrar o Adamastor da governação, mas precisa de bons pilotos que saibam de rotas favoráveis, tanto podem ser árabes, indianos. europeus ou americanos. Naturalmente, que a tripulação da sua frota está descontente, mas ninguém está disposto a sacrificá-lo no mastro maior, porque aí a navegação ficaria pior, com tsunamis pela frente! Sócrates é forte, não sofre de escorbuto. Ainda vai encher novamente, os Armazéns da Casa da Índia, com a venda das especiarias dos Magalhães e outras mais!
O resto são apenas ventos que uivam, que parecem cães a ladrar, enquanto que Sócrates, como Vasco de Gama, continua a navegar. Só tem que ter cuidado com a malária e evitar Cochim, que o pode matar.
Mas isso ainda demora.Os coelhos têm muito que correr e saltar, a ver o Sócrates a navegar!
....................xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx...........................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
quinta-feira, 10 de março de 2011
Hoje não como!
Hoje não como papas,
Também não como bolos,
Alguém já tudo roubou
Para enganar tolos!
Que hei-de comer, então?
Comer sonhos e ilusôes,
Que são a fartura desta nação!
...........xxxxxxxxxx.....................
Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
Também não como bolos,
Alguém já tudo roubou
Para enganar tolos!
Que hei-de comer, então?
Comer sonhos e ilusôes,
Que são a fartura desta nação!
...........xxxxxxxxxx...................
Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
Um cavaco armado em pau duro!
Um cavaco armado em pau duro!
O Presidente da República, não de todos os portugueses, no primeiro mandato estava disfarçado de cordeirinho, um simples cavaco que queria cooperar e servir de alavanca para a prosperidade de Portugal, mas, como no nosso sistema quem governa é o Governo e não o Presidente, a pouco e pouco começou a ficar descontente por não ligarem aos seus recados. Agora, no segundo mandato engrossou a voz, e em vez de cavaco que é parece querer armar-se em pau duro, para dar bordoada e incitar ao sobressalto civil! Uma novidade europeia!
Pergunto: Ele estará bom da cabeça? Tem acompanhamento médico?
Foi um discuso indigno dum Presidente, pois seu discurso devia procurar a concórdia entre os portugueses e estimular os partidos numa convergêrcia pragmática na resolução dos problemas vindos do estrangeiro e de antigas asneiras necionais de que ele também foi culpado. Isto de ter um presidente que incita ao sobressalto civil, com mais um esforçozinho temos aí uma revolução, com um cavacao armado em pau duro!
Mas, atenção, quem vai guerra dá e leva! É isso que quer ou será melhor ir ao psicólogo?
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
quarta-feira, 9 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
Nem Deus o fez perfeito nem o Homem o acaba" (Para ateus)
(Só para ateus) "Nem Deus o fez perfeito nem o Homem o acaba!" « em: Março 04, 2011, 18:56:36 » Citar -------------------------------------------------------------------------------- Deus Já um pouco velho, De ser Deus único já cansado, Decidiu, Para se entreter, Arranjar um biscate de reformado para Aumentar seu ordenado! Foi às Finanças, Para ser inscrito E, com a devida autorização, Investir e iniciar a exploração em qualquer ponto do Infinito! Deus, Chegado a um ponto, .....pronto, criou o Mundo, com um jardim, onde cultivou flores de esperanças para abastecer o mercado, enfim, para se entreter do ócio de reformado! Todavia, Como ao Paraíso fazer manutenção era preciso, Deus colocou na imprensa sideral Um anúncio num jornal, Onde, Para cuidar do jardim precisava dum casal Para tratar do quintal Onde havia muita fruta, Mas com cuidado, Com muita atenção, Porque havia uma condição astuta! Porém, Deus, como “bom patrão”, Não deu formação profissional! Não desperdiçou capital! Adão e Eva, Único casal candidato, Em busca do primeiro emprego, Amandaram-se sem medo, De nada sabiam, E do que viam tudo comiam, Achavam coisa natural, Não conheciam regras de dieta Nem da divinas tretas! Mas foi um caso chato! Por Deus castigados, Expulsos, ...odidos e mal pagos e sem direito a subsídio de desemprego! Deus não era cego, Mas, afinal, Não tinha feito um mundo perfeito, Obrigou Adão e Eva, E seus descendentes, A trabalharem nos “acabamentos”, Mas, a cada erro cometido, Deus obrigou-os a pagar por cada pecado E a mostrarem-se arrependidos! Não havia Democracia, Deus tudo decidia, Perdoava ou castigava Mas sempre se divertia! Os filhos de Adão e Eva Têm pensado em organizarem-se num grande E universal sindicato, Mas logo Deus só permite o poder do Omnipotente Poder da Mundial Confederação do Patronato! Quando os filhos de Adão e Eva, Pensam em fazer manifestações E reivindicações, Logo aparece alguém, Que em nome de Deus, Que a todos só quer bem, Diz: (com voz doce) -“Meus Filhos. Vá lá. Acalmem-se. Nada de manifestações. Nada de reivindicações. Rezem. Rezem muitas orações, Ide a Fátima, com fé. Se não tiverdes dinheiro para bom vinho, Tende paciência, Bebei água-pé. Valha-vos Deus” Os filhos de Adão e Eva então perguntam: -“ Porque é que Deus não fez um mundo só para ele e para os seus e não deixa em paz os ateus?” O que não está certo, Moralmente incorrecto, É Deus fazer um mundo imperfeito, Inacabado, Pôr nele os homens a trabalhar E viver de cada pecado cobrado! E o Mundo, Por Deus orientado, Está neste estado!: Como Ele quer! Se algo está mal, O Homem é que é, sempre, Por Deus culpado! Embora Deus Não tenha acabado do Mundo sua construção, Exige que o Homem o faça E nele viva com perfeição! Felizmente, Que o Homem já percebeu que, Com um Deus arquitecto, Já um pouco velho, De ser Deus único já um pouco cansado, Por mais que faça, O Mundo nunca estará acabado E haverá sempre alguém; Deus e outros a viverem do Pecado! .................xxxxxxxxxxxxxxx................. .............. Autor deste inédito: Silvino Taveira Machado Figueiredo Gondomar-PORTUGAL (feito em 22/04/2001 e lido num dos armazéns da marginal, em Gaia, num sessão de poesia, organizada pelo saudoso Dr. Fernando Peixoto, a quem dei uma cópia) Tags: Poesia ateísta
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