quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Convergência

1ª Notícia - “Há uma cidade alemã a três horas de avião de Lisboa que precisa desesperadamente de trabalhadores qualificados. Numa iniciativa inédita, está a convidar portugueses a candidatarem-se aos mais de 2700 empregos que há disponíveis. Chama-se Schwabish Hall, tem 37 mil habitantes e fica a duas horas de carro de Estugarda. Para lidar com esta falta de trabalhadores qualificados, o presidente da câmara da cidade, decidiu promover uma iniciativa inédita: convidar jornalistas de países europeus com elevado desemprego (Portugal, Espanha, Itália e Grécia) para conhecerem as oportunidades de trabalho e para as divulgarem nos seus países. O Diário Económico foi o jornal português escolhido para trazer a boa nova de empregos para Portugal.

2ª Notícia - Portugal gasta cerca de 46 mil euros com a educação de um aluno dos seis aos 15 anos de idade, segundo um relatório da OCDE divulgado, esta quinta-feira, com dados do PISA de 2009, programa internacional de avaliação de alunos. O País gasta 46 mil euros por aluno dos 6 aos 15 anos.

Para os trabalhadores qualificados no desemprego e para quem procura o primeiro emprego a 1ª notícia é muito boa e pode representar a única salvação.

Para o país é a morte anunciada.

Gastar tanto dinheiro com a formação da nossa juventude e depois “oferecê-la de mão beijada” aos países industrializados para que colaborem na produção de bens de consumo, que depois acabamos por importar só conduzirá ao atrofiamento económico do país ao desnível da nossa balança comercial e ao crescimento do maldito défice.

Importar bens de consumo e exportar mão-de-obra qualificada é um autêntico disparate, que só um cego não enxerga!

E ainda há responsáveis que recomendam aos jovens desempregados para emigrarem.

Uma nota engraçada, que não posso deixar de fazer, é a esperteza de convidar jornalistas dos países indecentemente explorados, para divulgarem o seu interesse em contratar alguns dos seus desempregados. São agentes de emprego que lhe saem muito em conta!

O país está bem entregue!

Ó senhora, que disse o Cavaco para não vir há escola?

A "dança" dos treinadores.

 
 

Afinal as imagens (retiradas) do túnel de Alvalade não eram inocentes, parece no entanto que a intenção apontada por muitos, de intimidar os adversários, estaria errada, a ideia parece ser amedrontar os jogadores da casa, depreende-se da nomeação de Sá Pinto como treinador principal.
O Futebol Clube do Porto não quis ficar atrás dos lagartos e chamou Paulinho Santos, hoje ouvi dizer que se o peixeiro (Vitor Pereira) perder logo contra o Manchester City o Paulinho assume o comando da equipa A.
Se houver “ chicotada” na Luz o Orelhas irá buscar o Mozer?
Eu acho que não, os lampiões estão numa de paz e amor, eram até capazes de ir buscar o Nené e o filho(a).

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

SOPPAS

SOPPAS
Pessoas formavam uma enorme fila, na Cidade do Porto. Aproximei-me e constatei que iam por uma sopa. Na eminência de também um dia precisar, indaguei o que seria preciso fazer para ter direito a uma sopa. Disseram-me que todos os desempregados eram contemplados e que conforme ter ou não ter subsídio de desemprego determinaria se uma sopa por dia ou duas ou três por semana.
-“Mas quem é que dá?. É a Cáritas, a Cruz Vermelha, a Santa Casa, o Coração da Cidade, o Banco Alimentar,?,perguntei”
-“Não. Quem dá é a filial da SOPAS, sediada em Lisboa”.
-“Mas o que é a SOPAS?
-“É a “Sociedade Política Para  Assistência  Social”, recentemente formada por políticos, com o objectivo de demonstrar, nesta época de crise, solidariedade  para com os desempregados e outros reformados pobrezinhos.
-“Quem? Como o Cavaco?”, retorqui, galhofando. A conversa foi por ali fora e fiquei elucidado de que os deputados, sendo acusados de ganharam balúrdios, mais ministros, presidentes de câmaras, vereadores, presidentes de juntas, decidiram colmatar uma grave falha de ausência visível de solidariedade para com os portugueses mais desgraçados. Assim, embora não abdicando de ganhar ao nível da média europeia, acharam que esta seria a melhor maneira de ajudar a matar a fome. Disseram-me que cada deputado, sócio da SOPAS, dava cem euros por mês e que cada câmara contribuía, em média, com mil euros. Mais: que os antigos políticos, agora gestores das empresas públicas, são às os que, num gesto de como gratidão, os que mais dão!
Todo somado, a SOPAS arranjava dinheiro para perto de um milhão de sopas!
De repente, vi Cavaco na fila! Estremeci e acordei. Não foi por o ter visto na fila, mas sim porque me revoltei por ele ter emprego e dizer que mal ganhava para as despesas. Ainda precisava de estar na fila?
Afinal, tinha sido um sonho, mas aquela ideia da SOPPAS ( Sociedade Política Para Assistência Social) não seria mal lembrado, não senhor. Além do mais, os nossos políticos mostrariam  a sua solidariedade, como de costume. Se não começaram mais cedo foi porque eu não tinha sonhado com a SOPPAS! Mas, nunca é tarde.
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Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

S.C.P.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Toca a marchar!

Confortavelmente sentado na poltrona da sua salinha de estar, Polidoro, ouvia atentamente o noticiário das 20 horas. Tinha que entregar no jornal a crónica para o dia seguinte e ainda não lhe surgira assunto relevante que merecesse ser comentado. Já se tinha posto em pé, várias vezes, percorria o corredor de uma ponta a outra, entrava na cozinha, abria o frigo, metia mais uma pedra de gelo no copo e fitava preocupado o gargalo da garrafa empinada onde as últimas gotas do precioso líquido dourado se escoava amarguradamente. Voltou para a sala e voltou a acomodar-se frente ao televisor. - Parece que chegou o dia de usar o meu último trunfo - pensou ele em voz alta. Tem-no ciosamente guardado para o dia em que não encontre pessoa ou coisa para criticar. Nesse dia dirá mal de si mesmo. Até já engendrou a estrutura. - Alto lá! Eureka! Tinha aparecido no ecrã um dirigente duma associação de militares queixando-se da falta de sensibilidade e desconsideração de que os militares têm vindo a ser alvo, nos últimos anos. - Olha, olha! Cá está, como não me lembrei disto há mais tempo? Agarra imediatamente no bloco de papel quadriculado e na lapiseira que lhe foi oferecida quando era secretário de estado da cultura por um grupo de teatro como reconhecimento pelo trabalho desenvolvido em prol desta forma de arte, e desata a escrever furiosamente, como só ele sabe. É um autêntico bulldozer! As Forças Armadas devem ser “uma força essencialmente obediente como em toda a parte o Estado a obrigou a ser”. Não faz nenhum sentido mandar “missões de paz” para a Bósnia, Kosovo e Afeganistão. (Porquê as aspas?) As associações de militares são corporativistas. Os militares devem ficar dentro dos quartéis. Os militares não devem reivindicar dado que o passo seguinte é a política. Os militares devem ser apolíticos. Votam no sacristão da paróquia. As Forças Armadas só devem ter privilégios em tempo de guerra. Próteses e funerais participados a 50%. As associações são verdadeiros sindicatos. Só lhes falta fazer greves, pois já houve quartéis ocupados por revoltosos, o desprezo pela cadeia hierárquica é frequente, a desobediência às ordens fazem parte do dia a dia e, da assiduidade e da pontualidade nem se fala. Os militares devem estar mudos e quedos. Mesmo que lhes seja aconselhado procurarem outra profissão. Escreveu e mandou para o jornal. A empregada foi entregar em mão, pois tem horror aos pc’s, às net´s e aos emails. Prefere as enciclopédias. No fim de semana que vem vai a Constância visitar o Camões. Vai meter-lhe uma cunha para que lhe ceda alguma da sua verve. A.M.

A vingança dos retornados



Quando se fala em lobby fica toda a gente de pé atrás pois o gay anda sempre para aí aos saltos, eu penso logo no ministro Paulo Portas e no artigo escrito (quando "estourou" o processo Casa Pia) num jornal francês, parece que o senhor da Moderna e dos submarinos gosta de se travestir quando anda no engate.




Eu andei anos a chamar a atenção das pessoas para os retornados, pois bem, aí estão eles, lobby?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Que o pariu.



Dei-me hoje conta que começo os dias, excepto sábados e domingos, com um palavrão, p... que o pariu, destinatário? O despertador.
Levanto-me, tomo um café na confeitaria e lá vão 5 cêntimos a mais que o mês passado, que é que se me assoma ao pensamento? Pois!
Passo os olhos pelos jornais e leio que o nosso Primeiro disse que devemos ser “menos piegas”, que nós “não somos a Grécia”, ponho-me a pensar, pois não, não somos mesmo, o ordenado mínimo deles são 751 euros e têm 15º mês, adivinhem que é que digo baixinho pensando em Pedro Passos Coelho.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O poeta que admiro e o homem que detesto

lamento para a língua portuguesa

não és mais do que as outras, mas és nossa,
e crescemos em ti. nem se imagina
que alguma vez uma outra língua possa
pôr-te incolor, ou inodora, insossa,
ser remédio brutal, mera aspirina,
ou tirar-nos de vez de alguma fossa,
ou dar-nos vida nova e repentina.
mas é o teu país que te destroça,
o teu próprio país quer-te esquecer
e a sua condição te contamina
e no seu dia-a-dia te assassina.
mostras por ti o que lhe vais fazer:
vai-se por cá mingando e desistindo,
e desde ti nos deitas a perder
e fazes com que fuja o teu poder
enquanto o mundo vai de nós fugindo:
ruiu a casa que és do nosso ser
e este anda por isso desavindo
connosco, no sentir e no entender,
mas sem que a desavença nos importe
nós já falamos nem sequer fingindo
que só ruínas vamos repetindo.
talvez seja o processo ou o desnorte
que mostra como é realidade
a relação da língua com a morte,
o nó que faz com ela e que entrecorte
a corrente da vida na cidade.
mais valia que fossem de outra sorte
em cada um a força da vontade
e tão filosofais melancolias
nessa escusada busca da verdade,
e que a ti nos prendesse melhor grade.
bem que ao longo do tempo ensurdecias,
nublando-se entre nós os teus cristais,
e entre gentes remotas descobrias
o que não eram notas tropicais
mas coisas tuas que não tinhas mais,
perdidas no enredar das nossas vias
por desvairados, lúgubres sinais,
mísera sorte, estranha condição,
mas cá e lá do que eras tu te esvais,
por ser combate de armas desiguais.
matam-te a casa, a escola, a profissão,
a técnica, a ciência, a propaganda,
o discurso político, a paixão
de estranhas novidades, a ciranda
de violência alvar que não abranda
entre rádios, jornais, televisão.
e toda a gente o diz, mesmo essa que anda
por tal degradação tão mais feliz
que o repete por luxo e não comanda,
com o bafo de hienas dos covis,
mais que uma vela vã nos ventos panda
cheia do podre cheiro a que tresanda.
foste memória, música e matriz
de um áspero combate: apreender
e dominar o mundo e as mais subtis
equações em que é igual a xis
qualquer das dimensões do conhecer,
dizer de amor e morte, e a quem quis
e soube utilizar-te, do viver,
do mais simples viver quotidiano,
de ilusões e silêncios, desengano,
sombras e luz, risadas e prazer
e dor e sofrimento, e de ano a ano,
passarem aves, ceifas, estações,
o trabalho, o sossego, o tempo insano
do sobressalto a vir a todo o pano,
e bonanças também e tais razões
que no mundo costumam suceder
e deslumbram na só variedade
de seu modo, lugar e qualidade,
e coisas certas, inexactidões,
venturas, infortúnios, cativeiros,
e paisagens e luas e monções,
e os caminhos da terra a percorrer,
e arados, atrelagens e veleiros,
pedacinhos de conchas, verde jade,
doces luminescências e luzeiros,
que podias dizer e desdizer
no teu corpo de tempo e liberdade.
agora que és refugo e cicatriz
esperança nenhuma hás-de manter:
o teu próprio domínio foi proscrito,
laje de lousa gasta em que algum giz
se esborratou informe em borrões vis.
de assim acontecer, ficou-te o mito
de haver milhões que te uivam triunfantes
na raiva e na oração, no amor, no grito
de desespero, mas foi noutro atrito
que tu partiste até as próprias jantes
nos estradões da história: estava escrito
que iam desconjuntar-te os teus falantes
na terra em que nasceste, eu acredito
que te fizeram avaria grossa.
não rodarás nas rotas como dantes,
quer murmures, escrevas, fales, cantes,
mas apesar de tudo ainda és nossa,
e crescemos em ti. nem imaginas
que alguma vez uma outra língua possa
pôr-te incolor, ou inodora, insossa,
ser remédio brutal, vãs aspirinas,
ou tirar-nos de vez de alguma fossa,
ou dar-nos vidas novas repentinas.
enredada em vilezas, ódios, troça,
no teu próprio país te contaminas
e é dele essa miséria que te roça.
mas com o que te resta me iluminas.

Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"

Só gostava de saber o que leva um ser humano, sensível como qualquer poeta, a fazer uma cruzada medieval contra o acordo ortográfico. No texto que reproduzo só três palavras seriam modificadas para corresponder ao referido acordo: dia a dia; hás de; inexatidões.
Não me parece suficiente para tamanha indignação, que estou em crer não teria paralelo com a indignação de Camões se, acordando hoje, visse como tinha evoluído a nossa língua.
De resto, pode Graça Moura boicotar todas as modificações que uma língua viva exige para sobreviver (olha o latinório), que depois de morto, os seus versos e ensaios serão reescritos, sem se desvalorizarem, com a ortografia que outros acordos, como no passado, com mais ou menos dificuldades foram estabelecidos.
Por último, ainda gostaria de saber o que acontecerá a um funcionário do CCB que conhecedor do acordo e de forma automática emita um qualquer documento segundo as novas regras.
Será que vai mandar instalar um programa informático que reponha as formas antigas?
O funcionário será despedido por desobediência?
Será que o político abafou o poeta?
A.M.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Bocas foleiras


Marcelo Rebelo de Sousa, o ovelha para os amigos, até diz algumas acertadas, o Povão escuta-o, o Júlio ganha umas massas, e os PSDs (sobretudo os cavacões) tremem ao domingo à noite. Todos sabem que o seu grande sonho é chegar a Belém, chegará? Creio que não, e não porque está a ficar reagente como o tinhoso de Boliqueime. Há dias "arrotou" que Carvalho da Silva, com o discurso de despedida da CGTP, estaria a atravessar-se-lhe no caminho na corrida presidencial, desvalorizou tal facto declarando que o ex-líder da maior central sindical portuguesa só teria chances se a eleição se realizasse agora, como quem diz, quando forem as eleições já ninguém se lembra dele, esqueceu-se da técnica que usou Cavaco? Marcelo vai de banhada em banhada, nem a que levou no Tejo poluído para televisão ver lhe valeu de nada, no PSD foi o que se viu, nas presidenciais será o que se verá, mais um encharcado.
Ontem, o Conde de Celorico, a propósito da ameaça dos dadores de sangue por causa das taxas moderadoras, excedeu-se, está a ficar como o esganiçado do bolo-rei, um dia destes também vai mandar alguém dizer que tem escutas instaladas, vão aparecer uns barulhos no youtube rotulados de "o Marcelo e o namorado", vai ser ele a dar o mote para lhe descobrirem a careca.
Vai-se gastar uma pipa de massa em monitores, estes gajos não podem andar à rédea-solta.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Pode-se sentir vergonha por interposição?

Eu acho que sim. Os emigrantes portugueses afirmam com muita frequência que têm vergonha de Portugal, lá terão as razões deles, eu também começo a ter porque o meu país elege governante uma coisa como o Marco António Costa. Só me resta uma consolação, aqueles que conhecem a peça melhor que eu e que o ajudaram a chegar onde chegou não têm vergonha, têm no entanto consciência que ajudaram um mafioso.

Nazis

Aniversário de Hitler obriga a alterar estreia de ópera

"A Ópera de Berlim queria estrear a obra de Wagner, Rienzi, na data de aniversário de Adolf Hitler, mas um coro de protestos na alemanha levou à alteração da data. " (DN)
Terá o resto do mundo de se unir para voltar a destruir a Alemanha?

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O chorão já dá entrevistas no Porto.


Luís Filipe Menezes vai deixar, porque a lei não permite a sua reeleição, a Câmara de Gaia, anda há muito a fazer-se à do Porto.
Não se comove quando lixa os gaienses, no entanto parecia uma menina a chorar quando levou um pontapé no traseiro e caiu da liderança do PSD.
Está a borrifar-se para o investimento de Ovar, concelho de onde é natural, nas festividades do carnaval para apoiar o Governo, primeiro porque com tanta graxa espera ver o PSD apoiá-lo à câmara do Porto, segundo porque tem que garantir o tacho ao filhinho, terceiro, para se mostrar preocupado com a situação económica do País, logo ele que deixa a autarquia gaiense enterrada em dívidas.
Pressinto que vai dar com os burros na água, porque, quando se candidatar ao Porto o líder do PSD já será o Rui Rio, e depois o Porto não é Gaia, não vai à bola com chorões.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Bom exemplo de governação!


No dia 24 coloquei aqui este “boneco” em que Vasco informa Mega de que o acordo ortográfico não vai ser aplicado nos documentos do CCB.

Hoje, dia 3 de Fevereiro, fico a saber, que Vasco deu ordem para o acordo ortográfico não ser aplicado no CCB e mandou retirar os programas informáticos, que permitiam fazer a respectiva correcção, mandados instalar por Mega.

Como nunca nos cruzámos em lado nenhum e não possuía nenhuma informação privilegiada, seria lógico que eu admitisse possuir poderes de cartomante, qual professor Karamba. Se não o admiti foi porque a atitude que agora tomou era previsibilíssima a partir do momento em que foi nomeado para aquele lugar. Agora, sabendo também, que alguns deputados do PSD, que integram o grupo Acordo Ortográfico repudiado e em crise, já pressionam o executivo para que não se coíba de o suspender, sou levado a suspeitar que esta marosca foi miseravelmente planeada.

Começo a sentir vergonha de ser português.

Depois do ministro que se transporta de moto para o seu trabalho, do “desengravatamento” dos funcionários de outro ministério para poupar na electricidade (será que no inverno podem ocupar os seus lugares de cachecol e sobretudo?), sai agora a suspensão do acordo ortográfico. Vai dar uma enorme contribuição para redução do nosso défice.

Vou enviar um e-mail para a Academia Brasileira de Letras a informá-los que podem voltar a colocar um “chapeuzinho” em voo e enjoo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ameaças? Outra vez?

Quando o Pedro nasceu já eu cumpria o serviço militar. Quando me enviaram para o Ultramar ainda ele fazia xixi na cama. Quando os sargentos em 1968 intentaram um movimento reivindicativo por melhores salários, entrava ele no liceu, possivelmente ainda de calções. Quando se deu o 25 de Abril tinha 17 anos, já se julgava um homem, despontava-lhe a barba e começava a deitar o olho às moçoilas. Quando terminou o curso de direito, já brincava aos políticos na JSD. Depois… logo a seguir, montou um consultório de advogados onde militam hoje mais de 30 colaboradores entre sócios, colaboradores, estagiários e administrativos que a preços módicos se encarregam de resolver problemas em todas as áreas do direito, como por exemplo, o civil, o fiscal, o comercial, o penal, o desportivo e até o do trabalho. Entretanto, não descurou a sua carreira política e à força de uma inteligência fora do vulgar, muita abnegação e amor à pátria, chegou um dia a ministro da justiça do XVI governo constitucional. Agora é ministro da defesa do XIX. E é nessa qualidade que imitando, o chefe do governo que sugeriu (?) aos jovens para emigrar diz aos militares para mudarem de profissão se não sentem vocação, dado que, segundo a sua própria opinião, a vocação proíbe o protesto. O “não está bem, mude-se” é uma expressão imperativa que um chefe nunca deve dirigir a um subordinado, dado que o sentimento de injustiça desse subordinado pode ser extensivo à maioria deles e, nesse caso, seria mais fácil o Pedro dedicar-se exclusivamente ao seu consultório de advogados. Mutatis mutandis, como diria o saudoso Professor Frescata!
Nota: Foto do Professor Frescata

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Mira Amaral o carrejão.

A definição do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa para carrejão é moço de recados, eu ainda me recordo de várias pessoas que no chamado Porto histórico “mereciam” o nome, eram homens corpulentos, muito pobres que alombavam coisas pesadas de manhã até à noite, não conheci nenhum que tenha “levantado cabeça”, todos se refugiavam no álcool.
Devido à maneira de ser das pessoas (humildes) que os conheciam, desde sempre, todos tiveram um fim mais ou menos digno, fim que chegava muito cedo, o 25 de Abril de 1974 gerou gente e instituições que se preocuparam com estes (e outros) desafortunados, a evolução social dos Portugueses acabou por eliminar o trabalho que os sustentava.
Fiquei boquiaberto ao saber que o cuspidor mor do PSD, que é como quem diz Mira Amaral, se queixa de ter sido o carrejão do cavaquismo, (http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=461781),
mais, avisa "O Estado Social foi construído no tempo das vacas gordas, tem que ser reajustado.", adorei o comentário de João Pinto e Castro no “JUGULAR”, escreve ele, “Concordo. Estamos agora numa época de engordar porcos, as vacas terão de ter paciência”.  

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Nós somos uma minoria, no entanto melhores que os outros.

Diz-se que a democracia é de todos os sistemas o menos mau, raios me partam, acho que vou morrer sem haver um iluminado que me informe do tal, o melhor. Parafraseando a Felipa Cabrita, “tenho uma certa cagança” por ser dos que votam sempre, dos que não acreditam em deus (por causa dele, se ele existisse as crianças não morriam à fome, as cheias não matavam sobretudo os pobres, os médicos amaricanos que no Katrina eutanasiaram morriam antes de fazê-lo, e, os angolanos que estão a comprar Portugal iam presos por roubarem o Povo), dos que acham que Cavaco Silva é manhoso, não gostam do Toni Carreira e gostam de mulheres.
Claro que eu sou um bocado mais melhor, é que eu sou do FCP.

Boa semana.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Sobe e desce

José Eduardo dos Santos é classificado negativamente no “Sobe e desce” do Jornal “Público”, porque Angola “impediu a entrada a 23 cidadãos portugueses na última semana”. O texto que se lhe refere enfatiza o caso referindo que as “missões de charme” de Passos Coelho e Miguel Relvas não surtiram efeito junto do Governo de José Eduardo dos Santos. “Estamos a fazer o que Portugal faz com os angolanos” é a argumentação usada por Luanda que o responsável do “Sobe e desce” entende ser reveladora de dislate. E pimba! Seta para baixo” Eu não tenho nenhuma simpatia especial por José Eduardo dos Santos. Mas na verdade também não simpatizo com o nosso ministro dos negócios estrangeiros, que apesar de tudo afirmou que os dois estados estão tratando do assunto ao nível de embaixadas.
Se Portugal, segundo o corpo da notícia, impediu a entrada de 21 angolanos, e Angola impediu a entrada de 23 portugueses, temos aqui um resultado muito equilibrado que devia dar também uma seta para baixo a Passos Coelho, já que sendo o nosso sistema semipresidencialista, o Presidente desta vez… safa-se. Sim, pois é, existem as razões que motivaram ambas as atitudes. O referido jornal não explica e devia tê-lo feito… com a finalidade de reforçar a sua animosidade ao regime de Luanda.

Cavaco é igual ao Zé.



Cavaco Silva é o Presidente que mais se parece com o português comum, ganancioso, manhoso, mentiroso e burro.
Consegue ser mais ganancioso que um vulgar cidadão porque é formado, tem estudos que lhe dão vantagens, basta apreciar os seus sorrisinhos para se sentir que são forçados, são uma artimanha para atingir os fins desejados.
Nasceu em Boliqueime (terra que o há-de excomungar) esta espécie de extra-terrestre, mente compulsivamente e é mais bronco que um carroceiro dos antigos, a aspereza prejudica-o, logo é burro.
Dirão que é exagerada a declaração da parecença, eu digo que não, eu só disse que ele é parecido com a maioria, basta constatar que em Portugal são mais os que se abstêm que os que votam para validar a afirmação que faço inicialmente, deixemo-nos de afabilidades, já lá diz o ditado, a galinha da minha vizinha…
Bom Domingo, aliás, domingo.
Não se esqueçam de ir tomar o Sinhor.
Imagem daqui: http://aespeciaria.blogspot.com/

sábado, 28 de janeiro de 2012

O Silva amuou

Nem os netinhos lhe arrancam um sorriso, não quer ir à net e anda de tampões nos ouvidos. Sair à rua? Só se for para ir ao funeral de alguém muito importante. Até os reformados madeirenses mandaram ajuda via CTT, não percebo, o Povo só quer ajudar, achará pouco? Fala-se já na monitorização do manhoso de Boliqueime, à solta é um perigo para ele próprio e  para a corja que o rodeia, a velha feia deve estar uma bicha.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Acautelem-se Marcelos e Vitorinos



Manuel Carvalho da Silva despede-se de secretário-geral da CGTP com um discurso de estadista, não fosse ele comunista e, às tantas, seria condecorado por serviços prestados ao País e aos Portugueses, acontece que na Presidência Portugal tem um beato manhoso que se tem vindo a desonrar-se a si mesmo e à Pátria porque de forma alguma cede às suas convicções.
Cavaco Silva desonrou-se quando, ainda antes do 25 de Abril de 1974, se pôs a jeito da pide, quando se juntou aos gatunos da SLN, quando não compareceu nas exéquias de José Saramago, o segundo dos dois únicos prémios Nobel de Portugal, continuou a desonrar-se com muitas intrigas políticas, finalizando com a triste representação da choraminguisse sobre as suas remunerações que indignou a maioria dos Portugueses, residentes e emigrantes, pois o espectáculo correu mundo.
Carvalho da Silva poderá ser o próximo Presidente da República Portuguesa, assim ele o queira, acautelem-se aqueles que há muitos anos têm vindo a “trabalhar a imagem”, terá o meu voto se decidir candidatar-se, se se apresentar como independente, mesmo recebendo depois o apoio do PCP, Carvalho da Silva ganha com uma perna às costas.

O Estado a que chegamos



José Fresca morreu no parque de estacionamento do Hospital de Beja depois de, por duas vezes, ter pedido ajuda na urgência, Ministério Público dispensa autópsia logo não há inquérito.
Em França, depois do aparecimento de cancro em várias mulheres portadoras dos implantes mamários da marca “PIP”, o Ministério da Saúde alerta (com veemência) as detentoras a deslocarem-se às unidades de saúde afim de substituírem as próteses, por cá as autoridades de saúde pedem calma e aconselham as mulheres a dirigirem-se aos médicos se sentirem algo de anormal.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O regresso do macaco

Afivelando um ar muito consternado o “pivot” de serviço anuncia que morreram sozinhas mais duas velhotas. Um facto absolutamente corriqueiro, dado o modo como a função social do Estado trata estes assuntos, é apregoado com a única intenção de sensibilizar e conquistar audiências. Hipocrisia elevada à máxima potência, com a conivência de mandantes e executores sem qualquer sentido de solidariedade para com os seus semelhantes. O tempo que medeia entre a morte e o momento em que são descobertos os corpos é muito importante para esta gente: dois meses depois dá para preencher o noticiário de uma semana, um dia apenas, quando muito, só dá para o jornal das 13 e o das 20 horas.
Uma  simples informação serve para desinformar, ou, o que é pior, deformar a mente das pessoas menos avisadas.
Até o macaco se apercebe disso!
Cretinos!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Cavaco envergonha Portugal



Por causa da petição on-line que pede a demissão do actual Presidente da República, o “JN” publicou ontem uma crónica de Fernando Santos intitulada “O oportunismo anti-Cavaco” onde se lia Para lá de (re)legitimado pelo voto do povo há apenas um ano, o inquilino do Palácio de Belém foi desastrado na choraminguice sobre a sua reforma, apesar de tudo privilegiada, mas não violou a Constituição nem roubou ninguém ao ponto de dever ser apeado.” terminando a sugerir que, nos dias que correm, seria trágica uma crise política.
Só um tolinho poderia pensar que o abaixo-assinado, que já vai nas 28.876 assinaturas, levava à saída de Cavaco de Belém, por acção legislativa tal não é permitido, por iniciativa do visado só se o cargo lhe acarretasse prejuízo.
Ouvi dizer, a vários comentadores políticos, que Cavaco Silva pensa só nele, que quis ser Presidente porque a função lhe dá proveitos financeiros mesmo não recebendo a remuneração inerente à tarefa que desempenha actualmente, basta imaginarmos quanto custa hoje aquilo que vulgarmente se designa por cama, mesa e roupa lavada, mais carro, motorista, combustível, telemóvel, e demais alcavalas, Medina Carreira foi mais comedido, limitou-se a dizer que "ele é bom é calado".
Muitos não sabem, outros esquecem propositadamente, que Cavaco Silva é o principal responsável pela falência a que chegou Portugal, foi ele quem começou a desbaratar os milhões que iam chegando da Europa, foi ele quem arruinou a agricultura e as pescas, foi ainda ele quem engordou a máquina pública com, por razões eleitoralistas, aumentos aos funcionários do Estado e atribuição de pensões aos que torturaram e matarem, os agentes da pide.
Sem o beneplácito do manhoso de Boliqueime Dias Loureiro não teria ganho o que roubou na Sociedade Lusa de Negócios transformando o BPN num fardo que ainda não se sabe quanto acabará por custar ao Estado, muitos dos que hoje têm em seu poder a maioria do dinheiro de Portugal nunca o teriam sem a sua bênção.
Quanto às declarações que geraram toda esta “tempestade” sou levado a pensar que Cavaco se limitou a desabafar a tristeza de não poder adicionar ao seu pé-de-meia a retribuição que receberia se não tivesse as pensões.
Entretanto os jornalistas portugueses da Euronews, já despedidos pelo actual Governo, continuam a cumprir a tarefa de informar e a bronca cavaquista é mostrada ao mundo várias vezes por hora.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

E agora?


Este senhor, fundamentalista do desacordo, vai chefiar o Centro Cultural de Belém. Sem palavras!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Carta ao cidadão presidente


Carta ao cidadão Presidente.

Creia, cidadão Presidente da República, que foi como uma facada, desferida no meu orgulhoso peito de português, que tomei conhecimento da sua confissão;  de que a sua reforma não dá para cobrir suas despesas!  Só lhe fica bem dizer republicanas verdades verdadinhas. Se o diz, quem sou eu para duvidar?!, é porque é assim mesmo. Aliás, vê-se bem que  o cidadão presidente  não tem engordado no desempenho da sua função. É porque passa dificuldades! Sim, porque não devemos duvidar de que um cidadão, Presidente da República Portuguesa, neste caso de todos os portugueses, não fala verdade.
A minha preocupação, para salvar a honra de Portugal, perante o Mundo, é tentar colaborar numa acção solidária, para evitar que o cidadão presidente vá para as filas do Banco da Fome e que todo o mundo saiba que Portugal não paga o suficiente para ter cama, mesa e roupa lavada! Não desespere. Tenha confiança na esperança de que, espontaneamente, Portugal, em peso, vai levantar-se para o ajudar. Não precisa de sair de casa. As provisões chegarão, discretamente, à cozinha. Se precisar de mesas e cadeiras é só dizer.
Só lhe peço, em troca, que não abra mais a boca. Não vá criar mais embaraços com a confissão de que ganha pouco e que Portugal é um país de tesos! Não. Conserve-se quietinho. Vá promulgando os decretos do Governo e deixe o tempo correr, que a maioria dos cidadãos abastados; os que tem mais de 200 euros de reforma, sempre lhe arranjarão algo para comer. Contudo, dentro do espírito de liberdade, conquistada pelo 25 de Abril, caso atinja o seu limite de sacrifício, até dizer basta, pode demitir-se e arranjar um lugar junto do Catroga. Quem sabe se depois aparecerá alguém que esteja disposto a ser Presidente a pagar e não sofrer o vexame de ser remunerado com uns trocados!
Esteja atento, porque no próximo peditório do Banco Alimentar, talvez haja um destinatário especial; Para Belém.
Creia que não será preciso uma estrela para guiar.
Atentamente
Silvino Taveira Machado Figueiredo
Cidadão da República Portuguesa

domingo, 22 de janeiro de 2012

Ainda mexe!


Uma vez por outra ainda vou espiar (é o termo) o velho “Blogues do Leitor”. O aviso, colocado em rodapé, ainda lá está pedindo que esperemos pelo novo espaço aberto à participação de todos. O número de residentes “contratados” é que já subiu para dez!

Num deles, com o título “Velocidade”, da autoria de Armando Fonseca Júnior, dedicado a automóveis e desportos motorizados, fui encontrar o comentário de um velho conhecido daquelas andanças, velhote simpático de 84 anos de idade.

Escreve ele:

É SÓ PARA PERGUNTAR AO ADRIANO PEDRO E AO DESCONTENTE, COMO VÁI PORTUGAL. EU COMO ESTOU NOS ESTADOS UNIDOS Á 56 ANOS FEITOS NO PASSADO DIA 15, NÃO ESTOU APAR COM OS ACONTECIMENTOS. JÁ CHEGUEI AO ANO 2012 QUE FAÇO 84 ANOS, COMO PODEM VER AINDA NÃO MORRI. ABRAÇOS Á MALTA AOS GRANDES AMIGOS E AMIGAS, E AOS MEUS INIMIGOS. JMS GOD BLESS AMERICA.

Como se depreende anda com saudades dos amigos e dos inimigos.
Não quis deixar de responder, só para matar as minhas e as suas saudades.

APAR É UM TATU.
HÁ 56 ANOS (verbo haver)

Vai começar a chover mas não é para admirar. Estamos no Inverno.
Durindana

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

CGTP


Detesto a ingratidão e vou aos arames quando vejo gentinha que hoje está mais ou menos bem de vida atirar-se à CGTP como se a principal central sindical de Portugal fosse a razão do triste estado a que chegou o mundo laboral do nosso país. O “lambebotismo” impera quando falta calça para o rabo e vai-se a memória, esquece-se que se devem à CGTP a maioria das regalias alcançadas pelos trabalhadores que agora são devolvidas de mão beijada ao patronato.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ele continua a "garimpar"

            
José Manuel Fernandes, o jornalista despromovido de director de "O Público" quando alinhou na treta das escutas em Belém, continua a "garimpar".
Veio agora revelar que o anterior Governo se terá servido da "Lusa" para cobrir as eleições de 2009, "designadamente das actividades próximas do governo", censurável seria se a agência noticiosa de Portugal estivesse ao serviço do partido, "penso eu de que".
O Zé Manel não tem aparecido na pantalha, estará o Belmiro a tirar-lhe o tapete?
Um dia destes o amigo Passos de Massamá dá-lhe com um tacho.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Ano novo; uma prenda.


Ano novo; uma prenda.

Como é bom ter a ilusão
De que no tempo da nossa vida,
Cada ano novo é prenda querida,
Que nos dão.
A mim,
Cada ano novo que me dão,
-Como prenda -
Agrego  aos velhos passados,
Que vivos em mim estão
E não pagam renda!

Cada ano novo, que me dão,
Tem 365 laços,
Que cada um em cada dia desfaço!
Quando chego ao último,
Rasgo o laço, papel e tudo,
Para ver da prenda seu conteúdo,
Só então é que vejo se o ano foi bom ou não
Enquanto à porta ouço doze pancadas;
É outro ano novo desejando -me boas entradas
E uma prenda me vem entregar,
Com 365 laços para deslaçar!
Todos os anos é assim
Junto o ano novo, como prenda,
Aos outros que vivem em mim!
Mantendo a ilusão;
Que boas são as prendas que me dão
sem delas pagar renda!
………………….xxxxxxxxxx…………………….
Autor deste original e inédito:
 Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar

domingo, 8 de janeiro de 2012

Um caso escolhido ao acaso


O Sr. Carlos Saraiva é um ser humano de rara sensibilidade. “Sensibilidade para as coisas da vida e a capacidade de antecipação das necessidades das pessoas”. Por isso entrou na promoção imobiliária e depois na hotelaria e creio que também na restauração. Segundo confessa, gostaria de ter sido astronauta mas acabou por ser engenheiro civil por acidente.

“Tirando o trabalho e a necessidade de pensar” não tem vícios. “Como extravagância guardo um bocadinho de tempo para mim e para poder estar com as pessoas de que gosto” -acrescenta.
Na entrevista concedida à “Hotéis & Viagens” confessa também que é uma pessoa calma, que aprecia a vida e gosta de olhar o céu. Não dá um passo maior do que a perna para não tropeçar ao mesmo tempo que avalia o Grupo CS em 500 milhões de Euros.

Toda esta informação e mais aquela que não vale a pena mencionar, se encontra à nossa disposição em diversos sítios da Internet. Pormenores do “íntimo” do Sr. Carlos Saraiva que não conhecia e que só por curiosidade fui procurar por ter visto no telejornal das 13 horas duas ou três dezenas de trabalhadores reivindicando salários em atraso.

Pelos visto a tal capacidade de antecipação que possui para adivinhar as necessidades das pessoas só diz respeito aos hóspedes dos “resorts” de luxo como por exemplo o CS de Vila do Golf - Beach & Golf Suites. Ou para os hóspedes do CS Salgados Grande Hotel onde desfrutam, dado a tal capacidade que possui, de piscina, jacuzzi, sauna, banho turco, duche de contraste, salas de massagem (talvez incluindo a tailandesa), ginásio e cabeleireiro.  

Locais luxuosos, frequentados por pessoas com altos rendimentos, construídos por pessoas de muito baixo rendimento, a quem não pagam o preço do seu trabalho, aliás, única coisa que têm para vender. Os tijolos devem ter sido pagos! O cimento, a pedra, o ferro, o vidro e por certo o mármore das casas de banho também!

Leio por fim que “o Grupo Carlos Saraiva tenciona regularizar a situação até ao final de Janeiro pagando a fornecedores e trabalhadores, após desbloquear as verbas do plano de saneamento assinado pelo banco e a saída da construção, que motivou mais de 300 despedimentos”.
Considerando o apregoado humanismo do Sr. Saraiva, que gosta de olhar as estrelas no céu, não lhe seria possível, adiantar da sua conta corrente o dinheiro para pagar aos trabalhadores que contribuíram para o acumular do seu pecúlio? Caramba! é para o pão e o leite com que alimentam os filhos!

Pois é! Os culpados são os bancos que financiam não só aqueles que precisam de um teto para morar mas também aqueles que se lançam em grandes projetos, como o seu, Sr. Saraiva.Se os primeiros abrem falência, perdem a casa para o banco credor e os segundos, ao abrir falência, continuam a morar nas suas bela moradias e a viajar nos seus automóveis de gama alta.

Vá lá, Sr. Carlos Saraiva. Pague o que deve aos seus trabalhadores. Eles celebraram um contrato consigo (qualquer que ele tenha sido) e não com os bancos.  

E se por acaso o plano de saneamento não fosse possível?
A.M.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Episódio infeliz e muito sujo

Eram cerca de 8 horas da manhã quando saí de casa. Todos os dias, antes de sair, pego maquinalmente numa tangerina, minha fruta predileta, que vou descascando devagar no caminho para o café do meu amigo Jorge. Vou acumulando as cascas na palma da mão de modo que a peça esteja já descascada quando passo por um caixote do lixo, daqueles que se costumam pendurar nos postes de sinalização, onde as deposito.

Mas hoje, a casca da minha memória rompeu-se para deixar passar uma anedota, muito curta, que o meu avô me contava. Faz parte do lote em que entram um francês, um espanhol, um inglês e, como não podia deixar de ser, um português.

Tendo ido passear juntos pelo campo resolveram aliviar-se à sombra duma oliveira. Depois, enquanto puxavam as calças para cima e apertavam os cintos, diz o espanhol:

- Porque será que o português olha sempre para o que fez?

- É para ver se chega para vocês os três!   

Porque,
Neste curto trajeto, uma senhora à minha frente, pelo passeio, conduzia a trote, pela trela, o seu cãozinho de estimação. De vez em quando, o cachorro estacava para dar uma cheirada e logo partia novamente acartando a dona atrás de si. A certa altura parou, farejou e agachou-se. A dama aguardou pacientemente que o seu “mais que tudo” depositasse no passeio os resíduos da última digestão e quando o cão, já aliviado, esticava a trela para partir em nova desfilada, ela segurou-o firmemente e ficou olhando longamente para o montinho de trampa.

Nessa altura, já eu passava por eles. Não me contive e perguntei:

- Tem ténia?

A.M.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Passaram oito anos!

    Quando na segunda metade de 2003 fiz o primeiro comentário no malogrado “Desabafe Connosco”, espaço que o JN disponibilizou numa das suas páginas eletrónicas, logo um usuário do dito me apelidou de burro. Não fiquei ofendido. Nadica de nada.
     Tempos atrás tinha lido em “A vida íntima das palavras” do linguista brasileiro Deonísio da Silva, que o escritor (também brasileiro) João Gilberto Rodrigues da Cunha, num dos seus romances, tecia considerações sobre o burro. Dizia ele: “Burro é inteligente. Aprende ligeiro, sabe que seu dono é o patrão, que vai levá-lo para boa água e bom pasto, se cumpriu a sua obrigação. Mas é igual gente, tem manhas, gosta ou desgosta das pessoas e coisas, e mostra isso no comportamento: com cavaleiro estranho ou antipático, ele empaca, dá rabichada, endurece o queixo e, se leva esporadas, sai riçando a perna do coitado em lasca de aroeira ou fio de arame farpado”.      Por isso resolvi, no registo dos comentários que fui fazendo passar a classificá-los, como referência de arquivo, do termo “Burro”. No princípio de janeiro de 2004 já ia no “Burro 69”.     
Escrevi então:     
Por mais que tente não consigo livrar-me dos americanos e dos americanistas. Abro o jornal ou a televisão e aí estão eles debitando sentenças tentando insuflar-nos a sua cultura, corrigindo os nossos erros, determinando os nossos caminhos. Até pela boca do meu neto:     
- Ó vô, vamos ali comer um “big mac”!     
Tenho dois amigos americanos, que conheci num curso de eletrónica que tirei na Holanda, que são duas máquinas que muito estimo. São muito diferentes. Um pensa como o John, só com a diferença que se cala quando perde a razão. Ao outro, que faz as mesmas críticas que eu faço sobre a influência americana na vida de outros povos, perguntei-lhe um dia:    
- Ouve cá ó Miles, também te chamam antiamericano?      
Riu-se.      Conheço muito mais americanistas . Ele é o Luís Delgado, o Ribeiro Ferreira, a Mary, o John, um senhor que sabe tudo e agora não me lembro o nome, e claro, antes que me esqueça, o nosso Primeiro-ministro. Ainda não consegui determinar quem são os mais ferrenhos. Sem querer ofender ninguém diria mesmo: - entre uns e outros venha o diabo e escolha!     
Ora vejam lá que, por acaso, só por acaso, penso eu, alguém resolveu organizar um congresso de psicologia ou qualquer coisa assim. Por coincidência foi convidada uma senhora norte-americana (que sina a minha) que dá pelo nome de Elisabeth Loftus, como especialista em deteção, não de minas, mas de mentiras. Uma espécie de detetor com saias. E quando se julgava que só vinha participar no congresso, eis que é convidada para ir a tribunal explicar as metodologias que devem ser utilizadas para determinar se as crianças vítimas de pedofilia estão ou não a falar verdade.
Sei muito bem que ainda não conseguimos vencer esta nossa pecha de considerarmos que tudo o que vem do estrangeiro é melhor, mas neste caso acho que passaram as marcas. A manigância para tentar baralhar o jogo e desacreditar o processo “Casa Pia” ficou bem à vista.    
E os patrocinadores deste evento também!
A.M.
   

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Aumento de santidade

Na questão da produtividade
a igreja veio à liça,
e para aumentar a santidade
aumentou meia-hora à missa!

Os crentes, 
mais tempo de pé,
e também de joelhos,
vêem aumentar sua fé
e chegarem a mais velhos,
fartinhos de trabalhar
e de rezar,
mas é assim, neste penar,
de trabalhar mais e menos receber
para o céu alcançar,
até que alguém mande quem manda .oder!
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FigasAbraço

"Soares dos Santos muda acções na Jerónimo Martins para a Holanda"



Será que terá lata para continuar a mandar bitaites na tv?
A Somague já está em Espanha, ouvi dizer que a Media Capital e as empresas do Belmiro também já estão de malas aviadas.
Tudo gente muito bem mandada, grandes patriotas, emigram. 

domingo, 1 de janeiro de 2012

Trocaram-se cravos por relvas.



O ano que acabou levou com ele o que restava das conquistas de Abril, tenho fé no Povo e quero crer que saberá voltar a revoltar-se.